ANO: 23 | Nº: 5789

Viviane Becker

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Colunista social do Jornal Minuano, Viviane Becker é experiente jornalista de geral e conhecida editora do caderno de variedades Ellas.
21/07/2017 Caderno Ellas

Autoestima feminina (Por Maria Yaguna)

Foto: Reprodução JM

Autoestima feminina

Maria Yaguna

Bioterapeuta

 

Através de que padrões, de fato, escolhemos viver? Em uma sociedade em que padrões de beleza e sucesso estão distantes da realidade da maioria, aprendemos desde cedo a nos ver pela ótica dos outros, inclusive pela autoestima de outras mulheres, como mãe ou amigas. Desta forma, vamos escolhendo ou aceitando o que é bom para os outros como certo, sem o exercício de buscar quem somos ou enterrando nossa essência.

A forma como nos vemos afeta nossa vida, desde atividades rotineiras até decisões importantes. Quando foi a última vez que deixamos de fazer alguma coisa por não nos sentirmos seguras, física ou emocionalmente?

Segurança não é a sensação de estarmos bem, um dia ou outro podemos não nos sentir assim, segurança é mais, é acordar e sentir-nos prontas para viver o dia, encarar os problemas, as relações, os desafios repentinos ou a pesada bagagem emocional que carregamos há muito tempo com situações internas mal resolvidas.

Baixa autoestima pode gerar comprometimentos emocionais, angústia, ansiedade e depressão, com consequências como agressividade, isolamento, dificuldade de resolver conflitos e a falta de uma atitude muito importante para a mulher: a capacidade de dizer não.

Precisamos reconsiderar a autoestima focada para mulheres, para que possamos entender que podemos, sim, aceitar, desde nosso corpo até nossa forma de viver, nossas escolhas, como importantes e únicas, que devem ser respeitadas, protegidas e levadas adiante, através da nossa bússola interna, nela podemos confiar o caminho.

Um passo importante que podemos dar em direção à autoestima é a consciência, tanto de nossa beleza, como de nossa capacidade de pensar e agir, assim como a consciência de nossos limites e do que não queremos. Autoestima é a capacidade de equilibrar com tranquilidade o que desejamos e o que podemos ter no momento. O que somos, independe de equilíbrio, requer aceitação amorosa e coragem para ser levado adiante.

Observando escolhas diárias, podemos entender quem está verdadeiramente escolhendo, é uma escolha de alma ou estamos optando pelos padrões externos que a maioria julga verdadeiro?

Reconhecer o que nos afeta positiva ou negativamente, acolher nossa essência e sentimentos como merecedores de respeito e estímulo fortalece nossa capacidade de ação e nos mostra o que devemos curar.

Uma mulher consciente de quem é, que luta para enfrentar os obstáculos que surgem durante o percurso que sua alma escolheu, é uma mulher que aprende todos os dias, apesar dos outros, a ser mais tranquila, equilibrada e feliz.

 

 

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