ANO: 25 | Nº: 6208

Sidimar Rostan

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Editor de política e comentarista da coluna Fogo Cruzado. Jornalista, é especialista em Comunicação e Política e subeditor geral do Jornal Minuano.
22/07/2017 Sidimar Rostan (Editorial)

Saldo negativo

Propagados como verdades absolutas, os reflexos econômicos dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, promovidos em 2016, não se concretizaram. Um conjunto de arenas modernas e estádios suntuosos, erguidos com dinheiro público, especificamente para a Copa do Mundo, realizada em 2014, também têm, hoje, pouquíssima serventia. Existe uma lacuna, no campo da organização, relacionada ao fator mais importante deste processo.
Não é fácil acolher eventos globais. A organização envolve altos investimentos em infraestrutura e equipamentos que, posteriormente, demandarão o mínimo de planejamento para utilização. A decisão, hoje, passa pelos gabinetes de Brasília. Mas isso pode mudar. A Câmara dos Deputados discute uma proposta polêmica, que prevê a realização de plebiscito antes do lançamento da candidatura brasileira para sediar qualquer evento esportivo internacional de grande porte. A intenção é boa, mas não elimina a perspectiva da preparação.
O autor do projeto de lei, deputado Sóstenes Cavalcante, do DEM do Rio de Janeiro, argumenta ‘que o emprego de recursos públicos deve ser avaliado caso a caso quanto ao possível benefício à população’. O modelo de consulta já é desenvolvido em outros países. Na Alemanha, por exemplo, os habitantes de Munique rejeitaram, em 2013, a candidatura da cidade para os Jogos de Inverno de 2022. O sistema é democrático, mas vai demandar ainda mais planejamento. Tudo passa, portanto, pela organização.

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