ANO: 25 | Nº: 6311
27/07/2017 Cidade

Fimp contribui para formação de novos profissionais

Foto: Tiago Rolim de Moura

Alunos ensaiam no complexo do Museu Dom Diogo de Souza
Alunos ensaiam no complexo do Museu Dom Diogo de Souza

Desde a sua primeira edição, em 2009, a troca de conhecimentos, atividades e apresentações realizadas entre alunos e professores são um diferencial do Festival Internacional de Música do Pampa (Fimp). Neste ano, não poderia ser diferente. Os músicos estão se mobilizando para realizar um evento ainda mais completo e que vise o crescimento profissional.
Diariamente, até o fim do festival, pelo período da manhã, das 9h às 12h, acontecem os ensaios dos alunos da orquestra de cordas, regidos pelo maestro Jean Reis, no complexo do Museu Dom Diogo de Souza. Pela tarde, as aulas ocorrem entre 14h e 17h, no Instituto Municipal de Belas Artes (Imba) e na Casa de Cultura Pedro Wayne, onde professores internacionalmente reconhecidos ministram aulas de violino, viola, violoncelo, contrabaixo e piano.
Segundo Reis, em oito anos de Fimp, muitos dos antigos alunos já começaram a trabalhar como profissionais. O regente afirma que o nível das turmas evolui a cada edição, porém o festival guarda um espaço para iniciantes. Reis destaca que, assim como há renovação nas turmas, alguns participantes já estiveram em três edições anteriores.
De acordo com a assistente administrativa do evento, Andrea Turato, este ano, o evento contou com cerca de 300 inscrições, sendo que a maior demanda é para as aulas de violino. Somente na turma instruída pelo violinista Cármelo de Los Santos, estão 22 alunos de diversas partes do País. Cármelo relata que é gratificante perceber que o Fimp conseguiu se estabelecer como uma referência no circuito nacional de festivais.
Para o estudante brasiliense de violoncelo, André Freire, de 17 anos, aprender com estes profissionais renomados é uma grande oportunidade. Ele destaca que as apresentações noturnas, realizadas pelos professores do festival, são inspiradoras.
Esta é primeira vez que Freire vem a Bagé. O estudante conta que a ideia veio do irmão, Luiz Paulo, que não lhe via a anos, pois mora na região. Atualmente, os rapazes estão hospedados na casa de uma das famílias cadastradas no programa “Adote um Aluno”. “É uma família bem tranquila, eles estão sempre à disposição, ajudam bastante. Todos os alunos que conversei estão felizes com as famílias”, declara.


Entrega de partituras
Hoje, os alunos do Fimp realizarão um concerto comunitário na Biblioteca Pública Municipal Dr. Otávio Santos. Na ocasião, as partituras trazidas pelos estudantes e professores do festival serão doadas para a sala de partituras Professora Gioconda Figueiró. A sala foi idealizada pela diretora de arte do festival, Eleonora Alcalde Machado, e teve sua inauguração em julho de 2015, durante o 6º Fimp, recebendo o nome de uma importante professora do Imba, falecida em 2003.


Concertos comunitários
Os músicos que participam do roteiro de concertos comunitários já passaram pelos hospitais da cidade, pelo Centro do Idoso e, hoje, chegarão à Universidade da Região da Campanha (Urcamp). A apresentação ocorrerá a partir das 15h, no saguão da instituição de ensino. O Fimp é realizado pela Prefeitura de Bagé, através da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult) e Ministério da Cultura.

 

Programação de hoje
Franz Schubert (1797 - 1828)
Sonata em Lá Maior D 959

1.Allegro
2.Andantino
3.Schrezo: Allegro Vivace
4.Rondo: Allegretto

Piano: Ney Fialkow


Johannes Brahms (1833 - 1897)
Piano Trio No.3, Op.101

1.Allegro energico
2.Presto non assai
3.Andante grazioso
4.Allegro molto

Violino: Cármelo de los Santos
Violoncelo: Aldo Mata
Piano: Ney Fialkow

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