ANO: 24 | Nº: 6013
28/07/2017 Fogo cruzado

‘Qualquer ação errada contra a Urcamp seria um desastre econômico’

Foto: Divulgação

Progressista aborda assunto na tribuna da Câmara
Progressista aborda assunto na tribuna da Câmara

Durante pronunciamento na tribuna, ontem, o vice-presidente da Câmara de Vereadores de Bagé, Antenor Teixeira, do PP, manifestou preocupação com a convocação, para o dia 2 de agosto, de uma audiência pública, atendendo memorando da Comissão de Educação do Legislativo, para ‘debater a situação dos ex-empregados da Fundação Attila Taborda (FAT)’. A agenda atende ao pedido de um grupo de credores trabalhistas.
“Me preocupou porque trata do nome da Câmara. Entendo, eu, que o tema é extremamente delicado e muito importante para a economia do município. Diria que é fundamental. Por isso, defendo que, para tratar de qualquer tema relacionado à Universidade da Região da Campanha (Urcamp), primeiro temos a obrigação de falar com a reitoria”, disse, em entrevista.
O progressista entende que a universidade ‘é uma vida ativa econômica para vários municípios da região’. “Um estrago, com uma ação jurídica, feito por uma minoria, aqui em Bagé, pode atingir a economia de várias cidades. A mais lesada é a nossa. Por isso me preocupo. Gostaria que o plenário tivesse sido consultado sobre a realização da audiência”, pontua.
Antenor destaca, ainda, que ficou surpreso com uma notificação do Ministério Público do Trabalho, indeferindo um pedido de informações relacionadas à FAT, citando a representação da Câmara de Vereadores de Bagé. “Não fiz parte disso. Nem faria. Aliás, discordo da forma como esse assunto está sendo tratado. Se tivesse uma chance de resolver tudo, sem atingir o que nos interessa, que é a universidade seguir funcionando, é óbvio que estaria deste lado. Só que não adianta detonar com a Urcamp. Temos é que ajudar a manter”, avalia.
Na visão do vice-presidente do Legislativo, o debate precisa ser revisado. “Entendemos os dois lados. De verdade. Só que uma ação vai prejudicar mais de mil servidores. Vai comprometer tudo. E, neste cenário, ninguém recebe. É isso que precisa ser entendido. E é por isso que me preocupo”, reforça, ao destacar que vai buscar informações sobre a agenda prevista para a próxima semana. “Quero saber os critérios que foram adotados para a convocação. Saber quem vai participar e de que forma. Quero saber o que está sendo feito, para depois tomarmos uma decisão. Acredito que tem que ser remarcada para outra data”, adianta.
Antenor explica, ainda, que vai reforçar, junto aos parlamentares, a posição de que é preciso, primeiramente, conversar com a reitoria Lia Quintana. “Precisamos conhecer a situação. Pelo que tomei conhecimento, hoje todas as ações na Justiça estão em dia. Tem acordos firmados, que fazem parte de um expediente judicial, e que estão sendo cumpridos. Se existe isso, não tem como nós, vereadores, pela solicitação de qualquer pessoa, entrarmos com uma ação pública. Temos que ter esta responsabilidade. Eu acredito que temos que preservar a universidade. Qualquer ação errada contra a Urcamp seria um desastre econômico para o município. Além das atividades didáticas, a universidade tem uma função social fundamental, mantendo um hospital, museus e a Casa da Menina”, relaciona.

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