ANO: 25 | Nº: 6309
29/07/2017 Cidade

Ápice vai assumir controle do City Hotel

Foto: Tiago Rolim de Moura

Divida da M. Grupo  com a Ápice seria quitada  com aluguel dos quartos
Divida da M. Grupo com a Ápice seria quitada com aluguel dos quartos

A Ápice Securitizadora, administradora de fundos de pensão, em São Paulo, conseguiu, através da Justiça, a reintegração de posse do City Hotel, em Bagé. O atual proprietário, M.Grupo, perdeu um recurso que pleiteava, e, com isso, a Ápice vai assumir o empreendimento bajeense.
A empresa representa os fundos de pensão que investiram na compra do hotel. Entre 2013 e 2014, a Ápice emprestou R$ 198 milhões ao M.Grupo, para investir em seis empreendimentos - shoppings em Gravataí, Santa Cruz e Xangri-Lá, parte dos shoppings de Bento Gonçalves (40%) e Lajeado (30%) e o City Hotel, em Bagé.
A dívida seria quitada com o aluguel de salas nos shoppings e de quartos no hotel. Mas o M.Grupo não cumpriu. A dívida é de R$ 231 milhões e a incorporadora perdeu a propriedade dos empreendimentos. Quanto ao hotel, conforme informações da Radio Gaúcha, há possibilidade de que seja fechado e reorganizado. Os investidores teriam a intenção de retomar a operação hoteleira no futuro. As informações foram prestadas pelo o advogado da Ápice, Ricado Jobim, à emissora de Porto Alegre. A redação tentou contato com Jobim, mas não obteve retorno. À Gaúcha ele disse esperar que a reintegração ocorra nos próximos dias, com o M.Grupo retirando a sua equipe do local.
A reintegração tinha sido determinada ainda no ano passado. No entanto, o M.Grupo conseguiu na Justiça a suspensão até análise do recurso. Ainda em 2014, o M.Grupo captou dinheiro com a Ápice para investir no City Hotel. Assim como ocorreu com shoppings, os empréstimos tinham que ser pagos, o que não ocorreu, fazendo com que a empresa perdesse a posse dos imóveis.
O Jornal MINUANO contatou a Ápice. A informação sobre o encerramento das operações do hotel não foi confirmada até o fechamento desta edição. A empresa adiantou que são apenas especulações e que o setor jurídico ainda deve se posicionar sobre o tema.

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