ANO: 25 | Nº: 6309

Luiz Fernando Mainardi

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Deputado Estadual
02/08/2017 Luiz Fernando Mainardi (Opinião)

BR-290: duplicação urgente!

A partir de hoje, estou colhendo assinaturas para a constituição de uma Frente Parlamentar pela Duplicação da BR-290, a principal rodovia transversal do Estado. Essa estrada, como se sabe, tem uma importância estratégica para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul e do Brasil, sendo conhecida como “Corredor do Mercosul”. São 726 quilômetros que ligam o litoral a Uruguaiana, onde se encontra o maior porto seco da América Latina.
Desde 2010, existem estudos que indicam a saturação do trânsito da BR-290. Um dos indicadores trágicos dessa situação foi a elevação em mais de 50% no número de acidentes, desde o ano 2000. Apenas nos últimos dois anos, 31 pessoas morreram vitimadas por acidentes na rodovia. Por sua condição estratégica, o caminho tem uma densa ocupação de residências e empreendimentos comerciais e industriais.
Além disso, a BR-290 tem um papel fundamental na integração do Brasil com os países do Mercosul. É por ali que milhares de argentinos e uruguaios acessam as nossas praias e é por esta via que pode fluir o transporte de mercadorias que ligarão Porto Alegre ao porto chileno de Coquimbo, através do Corredor Bioceânico, um projeto para ligar o Atlântico ao Pacífico que se iniciou ainda na década de 1990, cujo túnel que transpassa os Andes já se encontra em construção.
Por tudo isso, a rodovia foi incluída nos projetos de qualificação da malha rodoviária do governo federal durante o governo de Dilma Rousseff, tendo a obra sido autorizada e efetivamente iniciada em 2014 com uma intervenção inicial prevista entre Eldorado do Sul e Pantano Grande, ao custo de R$ 700 milhões. Passados três anos desta autorização, entretanto, o que vemos é uma obra paralisada, sem perspectivas de conclusão e, o que é pior, com a deterioração crescente daquilo que já foi feito, que, em alguns lugares aparentam símbolos do desleixo e da falta de visão estratégica dos governos.
Não se trata, obviamente, de responsabilizar este ou aquele governo. A primeira paralisação da obra ocorreu ainda em 2015, mas as dificuldades se intensificaram a partir de 2016 e, hoje, frente à situação caótica e à política de austeridade do governo federal, a obra parece fadada a ser esquecida se não houver uma profunda e rápida mobilização da sociedade gaúcha em torno da sua importância e necessidade. Além do mais, soa contraditório e pouco lógico duplicar a travessia do Guaíba, com uma nova ponte, para que o trânsito deságue em uma estrada absolutamente saturada.
A frente parlamentar que estou a sugerir, portanto, pretende agregar agentes políticos no processo de pressão que empresários, prefeitos, vereadores e mesmo moradores das cidades do entorno da rodovia já fazem para que a obra seja continuada e concluída. Vamos à luta!

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