ANO: 25 | Nº: 6313
03/08/2017 Fogo cruzado

Capil avança negociação para resolver impasse do financiamento

Com intermediação do deputado Luiz Fernando Mainardi, do PT, o presidente da Cooperativa Agropecuária Pioneira Ltda. (Capil), Leonardo Duck, o diretor da cooperativa, Willy Janzen, o presidente da Cooperativa Agrícola Mista Aceguá Ltda. (Camal), Sieghard Ott, e o prefeito de Aceguá, Gerhard Martens, do PSDB, estiveram, ontem, com o secretário do Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, Tarcísio Minetto. A reunião tratou da renegociação do financiamento que permitiu a aquisição das terras onde hoje está assentada a cooperativa.
O financiamento, feito em 1998, através do Banrisul, previa 20 anos para pagamento com quatro anos de carência. Por motivos relacionados às dificuldades iniciais de instalação dos agricultores, houve inadimplência de quatro prestações, que, agora, estão sendo executadas pelo governo estadual. “Não esperávamos a execução. Havíamos conversado com secretários anteriores, que nos afirmaram que haveria prorrogação do contrato para que pudéssemos pagar as prestações em atraso”, disse Duck.
Os produtores, com apoio do prefeito de Aceguá e do deputado Mainardi, tentam estabelecer as bases de um acordo que garanta o relaxamento da execução (que cobra valores que chegam a R$ 12 milhões) para que os produtores possam pagar a partir do aditamento do contrato. “O que está sendo cobrado, não temos qualquer condição de pagar”, afirmou o presidente da Capil.
O secretário Minetto, acompanhado de sua assessora jurídica, Clarisse Cardoso, orientou que a cooperativa apresente ao Conselho do Fundo de Terras do Estado do Rio Grande do Sul (Funterra), que é o atual gestor do financiamento, uma proposta de renegociação que preveja o prolongamento da dívida e contenha uma indicação dos valores das prestações que os agricultores consideram justas e viáveis para o adimplemento. “Assim que a cooperativa apresentar a proposta, podemos convocar o conselho do Funterra e tratar do assunto”, explicou o titular da pasta.
Como o processo está com a Procuradoria-Geral, que é responsável pela execução das dívidas para com o Estado, caso a proposta seja aprovada no Conselho do Funterra, terá, ainda que ser encaminhada à Procuradoria para que esta encaminhe ao juiz para homologação. Com a homologação judicial, o contrato é prolongado e a execução é cancelada.
A Capil desenvolve a produção leiteira, de arroz, carne, soja e hortifrúti. Oitenta famílias estão assentadas, cada uma ocupando um módulo de, em média, 43 hectares. A expectativa do prefeito Martens e do deputado Mainardi é que o assunto possa ser resolvido a partir deste encaminhamento. “Os agricultores não estão pleiteando anistia da dívida. Querem pagar, mas dentro dos padrões do contrato que foi assinado há quase 20 anos, com um valor que seja compatível com a capacidade de produção da cooperativa”, esclareceu Mainardi.

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