ANO: 24 | Nº: 5960
04/08/2017 Campo e Negócios

Extensionista da Emater é finalista do prêmio Fundação Banco do Brasil

A médica veterinária e assistente técnica regional de sistemas de produção animal da Emater/RS-Ascar de Pelotas, Mara Helena Saalfeld, é finalista da nona edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, com seu trabalho técnico e de pesquisa científica sobre a inclusão do colostro, na alimentação humana, que é o leite produzido pela vaca nos cinco primeiros dias após parir. Com o título de “Colostro Bovino: a redescoberta de um alimento humano funcional e nutracêutico”, a tecnologia social é uma das 173 consideradas aptas a receber a certificação no ano de 2017, de um total de 735 iniciativas inscritas. 

A próxima etapa do Prêmio está prevista para o dia 15 de agosto, com a divulgação dos projetos finalistas e as propostas vencedoras serão anunciadas na cerimônia de premiação, em novembro. Neste ano, a Fundação Banco do Brasil irá premiar com R$ 50 mil cada uma das seis iniciativas vencedoras nas categorias nacionais e esta edição tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
Essa não é a primeira vez em que o trabalho da extensionista da Emater/RS-Ascar é reconhecido. Em 2007, Mara recebeu o Prêmio Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil, Petrobras e Unesco, com a tecnologia de Silagem de Colostro para Alimentação de Terneiros, como forma de aproveitar os nutrientes que, antes, eram descartados. E desde 2008, a doutora passou a investigar a possibilidade da inclusão da matéria-prima também na alimentação humana.
Em março deste ano, como resultado de quase uma década de esforços junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), conseguiu que a Presidência da República emitisse o Decreto Nº 9.013, eliminando o artigo que proibia o aproveitamento de colostro para fins de alimentação humana.
O colostro tem os mesmos constituintes do leite, como anticorpos e bactérias probióticos, só que em maiores quantidades e, por isso, ele é utilizado no mundo todo, não só como alimento, mas na indústria de medicamentos e suplemento alimentares para atletas. Ele era proibido no Brasil por uma questão técnica, devido ao processo de pasteurização, que exige temperaturas diferentes para o leite e para o colostro, e não por questão nutricional”, explica Mara.

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