ANO: 26 | Nº: 6526
04/08/2017 Cidade

Simba organiza manifestação pela recuperação dos salários

Foto: Arquivo JM

Soares cobra medidas do governo
Soares cobra medidas do governo

O Sindicato dos Municipários de Bagé (Simba) anunciou a retomada das mobilizações em vias públicas pela melhoria do vale-refeição, recuperação salarial e reescalonamento dos servidores. A representação sindical emitiu uma nota de repúdio contra o governo municipal, cobrando o cumprimento de medidas que integravam a plataforma de campanha.
O Simba ainda deve se reunir com o Sindicato dos Professores Municipais de Bagé (Sinprofem) para definir o cronograma de mobilização. Conforme o presidente do sindicato, Antônio Soares, os trabalhadores não tiveram suas horas extras pagas pelo município. Os valores, segundo ele, servem para complementar a renda familiar. “Não se vê movimento da máquina pública para melhorar a vida dos servidores”, critica.
Soares informou que foi montada uma comissão, na Câmara de Vereadores de Bagé, para acompanhar a situação de trabalho e salários dos municipários. “É preciso levantar essa bandeira para diminuir a gigantesca desigualdade salarial que se encontra hoje a folha de pagamento da prefeitura; é preciso que salários dignos cheguem a servidores que enfrentam dificuldade”, destaca.
O sindicalista salienta que existem muitas distorções na folha de pagamento, que pode ser conferido no próprio portal de transparência. Soares ainda informa que há servidores com salário base de R$ 462 e recebendo em média o líquido R$ 850.


Contraponto
Em resposta à manifestação do Simba, também por meio de nota, a secretaria municipal de Economia, Finanças e Recursos Humanos, "garante que a nova gestão se preocupa com a situação dos servidores, com a adequação à legislação vigente e, desta forma, toma atitudes responsáveis de precaução para evitar transtornos maiores para os trabalhadores". "Existe, no atual governo, o entendimento de que as horas extra representam recurso complementar ao achatamento salarial ocorrido nos últimos 16 anos, fruto de má gestão dos recursos financeiros e também de uma grande omissão sindical durante este período", analisa o secretário, José Otávio Ferrer.
Na avaliação do secretário, Bagé se encontra na mesma conjuntura que os demais municípios do Brasil, passando por sérias dificuldades financeiras, "agravados pela falta de gestão financeira do passado". “Até o ano passado, ocorria descompromisso com a gestão financeira do município. Hoje, há controle e planejamento responsável com relação aos recursos públicos pagos pelos bajeenses", afirma, relembrando que, nos últimos sete meses, houve a retomada de obras, o pagamento de dívidas e o ajuste das contas aos limites impostos pela lei de responsabilidade fiscal."Desta forma, desde janeiro, tivemos que revisar e repensar contratos, reduzir cargos e vantagens", garante.
A nota emitida pela pasta adianta, ainda, que, com base em estudos, "o segundo quadrimestre tende a sofrer arrecadação menor do que em outros períodos do ano e, desta forma, ajustes que vêm sendo alertados desde o início desta gestão, são necessários, como o caso da limitação de horas extra". “A medida busca evitar o agravamento da situação, o que poderia decorrer em atraso dos salários”, pontua.
Ferrer faz referência, ainda, ao ofício protocolado pelo Simba, na prefeitura. "Com base no documento, a Prefeitura de Bagé entende que o Sindicato se refere aos 659 servidores que realizaram horas extra no último mês, os quais reconhecemos todo o valor e a necessidade do trabalho realizado. Entretanto, entendemos, também, que o documento possa estar desalinhado com o desejo destes servidores, os quais não acreditamos que desejem suspender os serviços, pois reconhecemos, assim como os trabalhadores, que a prática é utilizada como complemento a um salário base com valor baixo, o qual reiteramos, foi desvalorizado durante os 16 anos", rebate.
O secretário afirma, ainda, que, "da mesma forma que o novo governo, ao assumir o município este ano, honrou com a responsabilidade de pagamento de horas extra pendentes do governo passado, o mesmo será realizado com relação às horas trabalhadas neste mês".

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