ANO: 25 | Nº: 6313
07/08/2017 Fogo cruzado

Governo vai avaliar viabilidade de nova mina de carvão em Candiota

Foto: Arquivo JM

Projeto não contempla áreas exploradas pela Companhia Riograndense de Mineração
Projeto não contempla áreas exploradas pela Companhia Riograndense de Mineração
A viabilidade econômica de novos depósitos de carvão, em Candiota, será avaliada por uma empresa especializada. O edital para contratação do serviço, que inclui, ainda, a avaliação de uma mina de fosfato, em Miriri, no estado de Pernambuco, de reservas de cobre, em Bom Jardim, em Goiás, e reservas de zinco, em Palmeirópolis, no estado de Tocantins, representa um passo importante do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), lançado pelo governo federal, em setembro do ano passado, prevendo a concessão ou venda à iniciativa privada de projetos nos setores de transportes, energia e saneamento.
As áreas que serão licitadas pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) cobrem cinco depósitos principais, totalizando quase 28 mil hectares. O depósito de Candiota compreende 56 alvarás de pesquisa, cujos relatórios finais já estão aprovados pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Na apresentação do projeto, direcionada a investidores em potencial, o governo argumenta que 'o carvão tem seu principal uso destinado às termelétricas da região', reforçando que novas usinas estão 'em fase de licenciamento'.
O leilão para a concessão da mina estava previsto, inicialmente, para o primeiro semestre deste ano. O cronograma, entretanto, privilegiou aeroportos e projetos de novas redes de interligação elétrica. A expectativa é de que a consulta pública, para a comercialização das áreas de Candiota, seja anunciada em novembro. As condições de outorga das minas, com os respectivos valores e o modelo de negócios, estão sendo desenvolvidas pelo Ministério de Minas e Energia. O leilão, neste cenário, só deve ocorrer no próximo ano.

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