ANO: 25 | Nº: 6360
07/08/2017 Editorial

Nova abordagem

O carvão mineral integra uma nova perspectiva. Longe de demonstrar disposição para investir no setor, o governo federal busca alternativas para incentivar o desenvolvimento de novas minas através de parcerias. Candiota está no centro da estratégia. Os investimentos, entretanto, dependem de uma série de fatores. Mais do que garantir a realização de novos leilões para compra de energia termelétrica, a União precisa oferecer garantias de longo prazo.
A importância do mineral para o sistema elétrico é reconhecida. Ninguém questiona, por exemplo, o caráter estratégico, relacionado ao potencial de geração de energia firme e abundante. As questões ambientais impõem os principais desafios. Provar que é possível avançar com impacto reduzido é crucial para a manutenção de uma cadeia produtiva que emprega e gera riquezas. E argumentos não faltam.
A tecnologia de leito fluidizado torna mais eficiente o sistema de combustão, reduzindo o impacto do processo no meio ambiente. O Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que começa a ganhar forma, com a previsão de contemplar a região, representa um passo importante na mudança da visão oficial. Mas o projeto não pode ser encarado como uma solução. Seu sucesso, aliás, depende da definição de uma política clara, que especifique a posição governamental.
O carvão não serve apenas para a geração de energia. A gaseificação é um exemplo de uma das potencialidades desperdiçadas. A cinza, subproduto praticamente negligenciado, também pode ser explorada, do ponto de vista econômico. O rejeito é um importante insumo para empresas que atuam no ramo da construção civil. O contexto de crise favorece a revisão de princípios. Está na hora de lançar novo olhar sobre o mineral abundante na Campanha gaúcha.

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