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Segurança

Força-tarefa de combate aos crimes rurais e ao abigeato é homenageada na AL

Publicada em 11/08/2017

O líder do PP na Assembleia Legislativa, Sérgio Turra, homenageou, na tarde de ontem, os integrantes da força-tarefa de combate aos crimes rurais e ao abigeato. Criada em agosto de 2016, o grupo está sediado em Bagé e, atualmente, já prendeu 136 suspeitos e desarticulou 17 quadrilhas.
Durante o seu discurso, Turra lembrou que o abigeato, o furto de sementes, cargas de grãos, agroquímicos, tratores e máquinas são crimes cometidos por bandidos que agem com desenvoltura na zona rural, causando grandes prejuízos aos agricultores em todo o Estado. “Quem saqueia em escala industrial, hoje, são quadrilhas conectadas, com frotas de veículos e armamentos modernos”, disse.
O deputado ressaltou o prejuízo dos produtores que, entre 2015 e 2016, superaram a marca de R$ 70 milhões. “Mas os danos ultrapassam a porteira do campo. Com o abate clandestino e o comércio ilegal de insumos, por óbvio, não recolhe tributos, não é difícil imaginar o que isso representa em termos de evasão de receita fiscal. Recursos que seriam vitais para o bom funcionamento do Estado”, afirmou.
Turra garantiu que com a criação da força-tarefa de Combate aos Crimes Rurais e ao Abigeato da Polícia Civil os números começaram a mudar. Segundo o deputado, com uma equipe formada por profissionais com experiência em delegacias especializadas como Defrec e Deic, o trabalho dos policiais foi bem-sucedido. “As ocorrências tiveram uma queda de 27% entre janeiro e julho deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado”, destacou o líder progressista.
Para o parlamentar, em razão da importância econômica e social do agronegócio, que responde por 46% PIB gaúcho, o Estado precisa manter o trabalho de combate aos crimes agropecuários. “A complexidade do problema exige a dedicação, em tempo integral, de uma delegacia especializada em crimes agropecuários. Por isso solicitei ,nesta semana, ao secretário de Segurança Pública, Cézar Schirmer, a criação de uma Delegacia Especializada em Crimes Agropecuários, que será a garantia de continuidade do trabalho da força-tarefa”, explicou.
Depois de reforçar a proposta de criação da delegacia especializada em crimes agropecuários, o deputado encerrou o Grande Expediente citando nominalmente os nove policiais civis que atuaram na força-tarefa. “O Estado do Rio Grande do Sul, os produtores rurais, os consumidores urbanos, todos nós, enfim, somos imensamente gratos ao trabalho desses homens e mulheres”, finalizou.

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