ANO: 25 | Nº: 6487
19/08/2017 Cidade

Centro judiciário realiza primeira oficina de parentalidade em Bagé

Foto: Jaqueline Muza/ Especial JM

Instrutores informam que curso respeita confidencialidade
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Com o objetivo de ajudar pais e filhos a superarem a fase de reorganização familiar após a dissolução do vínculo afetivo, o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Soluções de Conflitos do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (Nupemec TJRS) está realizando, em Bagé, a primeira oficina de parentalidade. A atividade ocorre no Centro Judiciário de Solução de Conflitos (Cejusc), no Fórum de Bagé.
De acordo com o instrutor, mediador e oficineiro do Nupemec, órgão que coordena o Cejusc, Carlos Renato Ferreira Leite, as oficinas de parentalidade iniciaram em 2013, em Porto Alegre e cidades vizinhas. Ele salienta que já foram realizadas cerca de 40 no Estado. O instrutor informa que a oficina é direcionada a pessoas envolvidas em processos nas Varas de Família, com o intuito de orientar as partes sobre a nova configuração familiar que se forma diante do divórcio.
A secretária do Cejust de Bagé, Rosibel Borba Lacerda, explica que a oficina surgiu a partir do programa de estímulo à mediação, conforme Resolução 135 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo ela, existe uma política pública de implantação da mediação e, dentro da mediação familiar, essa é uma das ferramentas utilizadas pelos centros.
Rosibel ressalta que, em Bagé, foram selecionados, nesta primeira etapa, 25 processos. As partes envolvidas são convidadas para participar da oficina. “As turmas são mistas, mas o casal envolvido no processo participa em horários diferentes”, relata.
A maioria dos casos atendidos estão ligados a ações que envolvem guarda, separação e restrição do convívio familiar, representando um instrumento de apoio aos processos. As primeiras oficinas aconteceram na quinta e na sexta-feira. As próximas serão nos dias 21 e 22 de agosto, para mais 26 processos.
As oficineiras Lenice Navarrina e Michele Gonçalves ressaltaram que a iniciativa traz uma abordagem inovadora e humana para os processos. “Serve para que as pessoas entendam o que está acontecendo e também para preservar a criança”, enfatiza Lenice.
Os processos foram selecionados pelo juiz da Vara de Família Ricardo Pereira e o juiz coordenador do Cejusc, Humberto Móglia Dutra.

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