ANO: 25 | Nº: 6359
23/08/2017 Fogo cruzado

Redecker apresenta parecer favorável às privatizações

Foto: Guerreiro | Agência ALRS

Relatório apresentado por parlamentar não foi votado ontem por retirada de quorum
Relatório apresentado por parlamentar não foi votado ontem por retirada de quorum

O deputado Lucas Redecker, do PSDB, apresentou parecer favorável ao projeto de decreto legislativo, proposto pelo líder do governo, Gabriel Souza, do PMDB, autorizando a realização de plebiscito para consultar os gaúchos sobre a privatização da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), da Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e da Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás). A posição do parlamentar tucano, porém, ainda deve ser apreciada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa.
O relatório, que integrava a pauta do colegiado, ontem, não foi votado por conta da retirada do quórum. Souza, que é líder do governo no parlamento, classificou como ‘manobra dos partidos oposicionistas’. "Queremos que a população possa decidir entre um Estado grande, gastador e que cada vez mais se torna inviável na efetivação dos serviços públicos essenciais e um Estado menor, mais enxuto, focado em saúde, educação e segurança, que devem ser as áreas prioritárias da gestão pública", defendeu.
O peemedebista acredita que a consulta à população, através do plebiscito, junto com as eleições de 2018, permitirá que a sociedade escolha o modelo de Estado que deseja e que o povo é a instância máxima que um governo deve obedecer. Para que o relatório seja aprovado, são necessários, no mínimo, sete dos 12 votos da CCJ. Depois da apreciação na comissão, o projeto que autoriza a realização de plebiscito passa a ser analisado pelo plenário.
As privatizações têm impacto direto na região, tendo em vista que a principal mina de carvão da CRM está localizada em Candiota, e que Bagé é sede da gerência regional da CEEE. A manutenção das estatais, na avaliação do governo, tem se mostrado insustentável ante as demandas que precisam ser atendidas pelo Tesouro, como nas áreas de Saúde, Educação, Segurança, Infraestrutura e Políticas Sociais, diante do cenário fiscal do Estado. A medida, na prática, representa uma contrapartida para a adesão ao regime de recuperação fiscal, estabelecido pelo governo federal.

Deixe seu comentário abaixo

Mais notícias da edição

Outras edições

Carregando...