ANO: 25 | Nº: 6361
25/08/2017 Cidade

Discussão sobre autismo encerra ciclo palestras técnicas do Caminho da Luz

Foto: Augustho Soares/Especial JM

Lenise sugere que pais procurem a ajuda de uma equipe multidisciplinar
Lenise sugere que pais procurem a ajuda de uma equipe multidisciplinar

Encerrando o cronograma de palestras técnicas da programação do Instituto Caminho da Luz para a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência, a psicóloga Lenise Collares Nogueira abordou, ontem, para cerca de 90 pessoas, o tema “Transtorno do Espectro Autista”, no salão de atos da instituição.
Segundo Lenise, o autismo é um transtorno que prejudica o neurodesenvolvimento do indivíduo. A psicóloga apresentou dados, explicou alguns dos principais sintomas e a sua detecção, indicando características e dificuldades enfrentadas por pessoas que possuem o transtorno. Ela destacou as dificuldades de comunicação, a rigidez emocional, a restrição de interesses e os déficits motores.
A maioria das pesquisas realizadas indica que 1% da população mundial tem autismo. Entretanto, revela que os profissionais contestam a veracidade destes números, já que muitos casos não são diagnosticados.

Relatos da vida acadêmica
A tarde também contou com o relato sobre a vida acadêmica do estudante do curso de Sistemas de Informação da Universidade da Região da Campanha (Urcamp), Cristiano Borba, 24 anos.
A palestra iniciou com o depoimento da mãe do rapaz, Cátia Borba, que contou sobre as preocupações e decisões tomadas para proporcionar uma vida mais tranquila para o jovem. Cátia aproveitou o momento para agradecer aos profissionais da universidade. “O trabalho da Urcamp é maravilhoso. Eles também atendem às diferenças”, declara.
A coordenadora do curso de Sistemas da Informação, Maria Elaine de Leon, e da psicopedagoga do Núcleo de apoio ao docente e discente (Nadd) da Urcamp, Josefa Oliveira de Souza, relataram sobre a vida do universitário e os trabalhos que a instituição realiza para a inclusão das pessoas com deficiência.
Segundo Maria Elaine, os professores adaptam as aulas para dar um tratamento adequado aos alunos especiais. Josefa afirma que o jovem iniciou os estudos com alguns receios, porém, graças ao apoio da equipe de profissionais da instituição, atualmente, Cristiano consegue acompanhar as aulas e não apresenta mais problemas para se locomover pelo campus da universidade.

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