ANO: 25 | Nº: 6383
28/08/2017 Fogo cruzado

Semana decisiva para empresas do grupo Eletrobras

Foto: Arquivo JM

Processo de privatização pode definir futuro do complexo da CGTEE em Candiota
Processo de privatização pode definir futuro do complexo da CGTEE em Candiota

O modelo de desestatização da Eletrobras deve ser detalhado, pelo ministério de Minas e Energia, até o final da semana. A informação foi confirmada pelo titular da pasta, Fernando Coelho Filho, em entrevista à Agência Brasil. A modelagem de como será feita a privatização das empresas de geração e das estruturas de distribuição de energia, ainda conforme o ministro, 'está sendo discutida com os ministérios do Planejamento e da Fazenda'.
Coelho Filho disse, também, que "o governo só venderá ações da estatal se a entrada de investidores no processo de abertura de capital for insuficiente para que a União fique com menos de 50% das ações na distribuição final da companhia". A privatização foi anunciada na semana passada, preocupando os eletricitários que atuam na usina Presidente Médici, administrada pela Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica, uma das empresas do grupo Eletrobras, em Candiota.
A companhia pode ser desestatizada de duas formas: através da venda direta de parte das ações do governo até que a União fique com menos de 50%; ou pela abertura de capital, por meio da qual investidores privados injetam dinheiro na companhia, na bolsa de valores. De acordo com informações repassadas à Agência Brasil, em nenhuma das duas modalidades o governo arrecada recursos para cobrir o déficit primário (resultado negativo nas contas, desconsiderando os juros da dívida pública), tendo em vista que os recursos são financeiros e não entram no orçamento da União.

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