ANO: 24 | Nº: 6087
02/09/2017 Cidade

Vigilância alerta para aumento de focos do Aedes aegypti nos períodos de calor

Foto: Tiago Rolim de Moura

larvas são analisadas no laboratório  do órgão
larvas são analisadas no laboratório do órgão

A aproximação de dias mais quentes e úmidos, próprios da primavera, deixa os fiscais sanitários da vigilância ambiental em alerta. Os agentes estão realizando monitoramento em quatro bairros, com o objetivo de elaborar um registro geral do número de imóveis, em Bagé, mas estão com dificuldade para entrar nas residências.
Conforme o coordenador da Vigilância Ambiental, Marcelo Inchauspe Fernandes, o monitoramento é realizado nos bairros Getúlio Vargas, São Judas, Mascarenhas de Morais e centro, onde foram encontrados, até julho de 2017, 244 focos do mosquito. Em paralelo às visitas de rotina, que acontecem na parte da manhã, os agentes estão realizando um levantamento geral do numero de imóveis existentes no município.
Fernandes ressalta que, no último levantamento, realizado em 2005, havia 47 502 imóveis em Bagé. Ele conta que o mapeamento da vigilância é dividido em 32 bairros e até agora foram realizados 12. “Já registramos 25 994 imóveis”, conta. O coordenador salienta que este registro servirá para definir o número de agentes necessários em Bagé. “Para cada 800 imóveis é preciso um fiscal sanitário”, frisa.


Apoio dos agentes de saúde

Apesar de Bagé não ter registro de caso de dengue, zika vírus e chikungunya transmitidas através do Aedes aegypti, o município está infestado de focos. Fernandes adianta que a partir deste mês, os agentes comunitários de saúde irão auxiliar no combate ao mosquito. “Eles irão preencher um formulário durante as visitas e encaminhar semanalmente para a vigilância. Se encontrarem algum foco, nós faremos a aplicação do larvicida”, conta.
O coordenador solicita que a população colabore com os agentes para que os focos não se espalhem para outros bairros. “Quando as pessoas não permitem a entrada é feita a notificação e pode gerar multa, mas não é isso que queremos. O combate é uma questão de saúde pública”, relata.
Atualmente, a vigilância conta com apenas 20 agentes para realizar o monitoramento nas residências. Além disso, há 42 pontos estratégicos, como cemitérios, oficinas mecânicas, postos de gasolina, sucatas e borracharias, que são visitados a cada 15 dias.


Notificações

A lei que estabelece a entrada forçada dos agentes em imóveis públicos e particulares abandonados, ou com ausência de pessoa que possa permitir o acesso ao local, está em vigor desde junho de 2016. A legislação determina que, quando a pessoa não permite a entrada, gera um processo administrativo e multas que variam de R$ 2 mil a R$ 4 137.
A entrada forçada em imóveis deve ser feita por profissional devidamente identificado, em áreas com potenciais focos de mosquitos transmissores. Além disso, para ficar comprovada a ausência de uma pessoa que possa autorizar a vistoria, é necessário que o agente realize duas notificações prévias, em dias e horários alternados e marcados, num intervalo de dez dias. Essas ações anteriores devem ser devidamente registradas em relatório.
Quem encontrar larvas em suas residências podem levar até a vigilância, situada na rua Bento Gonçalves, nº254-D, para análise laboratorial.

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