ANO: 25 | Nº: 6258
06/09/2017 Segurança

Idoso é condenado por tentar matar ex-companheira

Foto: Rochele Barbosa/Especial JM

Guerra irá cumprir condenação em prisão domiciliar
Guerra irá cumprir condenação em prisão domiciliar

Luís Alberto Quintana Guerra, 78 anos, foi condenado a três anos de reclusão, em regime aberto (prisão domiciliar), por tentar matar a ex-esposa. O crime ocorreu na tarde de 15 de julho de 2015, na Vila Gaúcha.
A vítima, de 67 anos, em depoimento no julgamento, contou que estava em casa, com o atual esposo, com quem conviveu durante 16 anos, perto do horário do almoço, e que ele estava tomando um aperitivo (uma bebida alcoólica para abrir o apetite), quando a ameaçou.
Ela informou que então ligou para sua irmã e contou que estava sendo ameaçada. Quando estava calçando as botas para sair, após tomar banho, o réu desferiu um golpe em sua cabeça, momento em que a derrubou e a arrastou até o canto da lareira, próximo a um sofá.
A vítima reiterou o que havia relatado, em 2015, no boletim de ocorrência, informando que Guerra havia tentando sufocá-la com as mãos, afirmando que iria matá-la. Ela contou que o acusado pegou uma pá de corte de ferro para lhe bater. No momento em que levantava o objeto para acertar a cabeça da mulher, um vizinho interveio e o segurou.
De acordo com o depoimento, em outras ocasiões, o casal já havia passado por agressões. A vítima disse que, em uma situação anterior, ele a agrediu com um vaso e quebrou um dente dela com o golpe, também deixando uma marca no pescoço. Ela, em defesa, tinha desferido um golpe com um vaso na cabeça dele. A mulher também informou que era agredida psicologicamente e que não tinha registrado todas as vezes que sofreu violência doméstica.
As testemunhas de acusação confirmaram que entraram no local para auxiliar a vítima e disseram que o idoso estava em cima dela no momento que entraram na casa, após ouvir pedidos de socorro. Os policiais que atenderam a ocorrência no dia do fato confirmaram que a mulher estava bastante machucada, com muito sangue próximo a ela, e foi atendida pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), sendo levada para o pronto-socorro da Santa Casa de Caridade de Bagé. O réu também estava sujo de sangue e foi levado para atendimento.
Os advogados de defesa questionaram a ex-esposa do réu sobre as lesões que ele teria sofrido (cortes na cabeça e uma mão quebrada). A vítima disse não se lembrar de ele ter se ferido em algum lugar e disse que nunca o agrediu.
Em juízo, Guerra rebateu as versões das testemunhas de acusação e da vítima, afirmando que ela o teria agredido com a pá de corte. Ele assumiu também que a pegou pelo pescoço e que a jogou na parede, porque ela teria o agredido primeiro, ficando com um corte na cabeça. Ele também afirmou que ela maltratava os animais da casa.

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