ANO: 25 | Nº: 6335
09/09/2017 Cidade

Desfile da Independência conta com mais de 80 entidades e cinco unidades militares

Foto: Antônio Rocha

Igrejas participaram do ato
Igrejas participaram do ato

A caminhada cívica da Independência reuniu milhares de bajeenses na avenida Sete de Setembro. O desfile iniciou com o Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva (NPOR) do 3º Regimento de Cavalaria Mecanizada (3º RCMec), que realizou uma apresentação para as autoridade civis e militares. Logo, ocorreu a caminhada cívica com 83 entidades. A atividade foi encerrada com um protesto de professores do Estado.
A fanfarra da 3ª Brigada de Cavalaria, comandada pelo primeiro tenente João Batista do Nascimento, acompanhou todo o desfile militar. Ao todo, cinco unidades militares, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil participaram do ato. O pracinha João Francisco da Silva, ex-combatente da Segunda Guerra Mundial, foi conduzido até o palanque oficial para acompanhar o desfile.


Caminhada cívica
O desfile cívico contou com a participação das Escolas de Educação Infantil e Fundamental do município. As instituições prestam homenagem a 43 escritores, historiadores e pesquisadores da literatura local, que também participaram do desfile em um pelotão próprio.
Jipeiros, motociclistas e bandas de igrejas também participaram do evento. A banda do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora foi a atração entre as instituições particulares. A única escola do Estado que desfilou foi a Doutor Carlos Kluwe. A banda da instituição foi seguida pelo protesto dos professores estaduais contra o parcelamento de salários feito pelo governo do Estado.


Docentes da Urcamp

Com o tema “Escritores que fazem história na literatura de Bagé”, cada escola levou faixas e banners para homenagear o profissional definido através de sorteio. A proposta da Secretaria Municipal de Educação e Formação Profissional (Smed) fez com que os estudantes conhecessem um pouco da história de cada escritor que contribui com a literatura da cidade. A coordenadora do curso de História da Universidade da Região da Campanha (Urcamp), Clarisse Ismério, e a professora Ada Maria Machado Guimarães, receberam homenagem na caminhada. Elas participaram do ato com os estudantes.
Clarisse foi homenageada pela Escola Municipal de Educação Infantil Doutor Penna, sendo reconhecida pelo trabalho desenvolvido na cidade, através do tradicional projeto “Sarau Noturno” que ganhou destaque internacional. “Fiquei muito feliz com a homenagem, pois é muito bom ver meu trabalho valorizado pela comunidade de Bagé. O Sarau Noturno foi criado para a comunidade conhecer e valorizar seu patrimônio cultural, mas o projeto cresceu e tomou grandes proporções. Atualmente, o patrimônio cultural de Bagé é conhecido nacional e internacionalmente pelos artigos científicos que escrevi, pelas palestras e pelo livro que foi publicado pela editora Chiado, de Lisboa”, destaca.
Já Ada Guimarães, que é especialista em literatura infantil, poetisa e reconhecida pelas suas publicações no livro Manancial, em antologias e demais obras, foi também patrona na Feira do Livro de Dom Pedrito. A docente recebeu homenagem da Escola Municipal de Educação Infantil Ana Moglia. “O sentimento é de gratidão a Deus e aos meus pais. Sinto-me agradecida e emocionada pela deferência que a comunidade escolar me presenteou pela minha dedicação a Bagé por meio universitário”, enfatiza.


Avaliação
A secretária municipal de Educação e Formação Profissional, Adriana Lara, explica que, em função do número de entidades que participaram do desfile, a organização adotou medidas para que não houvesse lacunas. Ela salientou que cada autor homenageado trabalhou diretamente com os alunos nas escolas. “Realizamos um trabalho pedagógico e conseguimos manter vivo o espírito patriótico. Estou muito grata pelo sucesso do desfile”, define.


Protesto

Conforme a diretora do 17º Núcleo do Cpers/Sindicato, Delcimar Delabary Vieira, os protestos aconteceram em 42 municípios onde a entidade tem representação. Ela salienta que os servidores foram às ruas para mostrar o descontentamento com o 21º parcelamento do salário que este mês foi paga a menor parcela R$ 350. “Não temos o que comemorar neste Sete de Setembro. A realidade dos servidores é muito triste”, diz.
Delcimar ressalta que os professores estão ‘adoecendo em sala de aula’, principalmente por depressão, por não terem como honrar com seus compromissos financeiros. “Já não temos como ir para a escola, por falta de passagem de ônibus ou gasolina”, enfatiza.
A diretora lembra que a greve foi deflagrada da categoria na terça-feira e que, a partir da próxima semana, haverá novas movimentações. “Acreditamos que a partir de segunda feira todas as escolas devem parar”, avalia.

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