ANO: 25 | Nº: 6312
11/09/2017 Cidade

Sipa registra cerca de 200 atendimentos mensais

Foto: Claudenir Munhoz

Discentes avaliam casos e são supervisionados por professores
Discentes avaliam casos e são supervisionados por professores

Na maioria das vezes, garantir um atendimento psicológico pelo Sistema Único de Saúde (SUS) se torna difícil em razão da grande demanda e até mesmo pela falta de profissionais. A Universidade da Região da Campanha (Urcamp), numa ação que visa diminuir tempo de espera e auxiliar no acesso à saúde, oferece atendimentos por meio do Serviço Integrado de Psicologia Aplicada (Sipa). Os serviços são oferecidos nas segundas, quartas e sextas-feiras, nos períodos da manhã e tarde. Já nas terças e quintas-feiras, o atendimento ocorre à tarde e à noite.

O atendimento clínico é oferecido via encaminhamento de médicos, escolas, Unidades Básicas de Saúde (UBS), Conselho Tutelar, entre outros órgãos. Entretanto, caso algum paciente necessite do serviço, ele pode comparecer ao local e solicitar o atendimento. De acordo com uma das supervisoras do Sipa, psicóloga Fabiane Caillava, é realizada uma entrevista inicial que funciona como uma triagem. Após, o paciente aguarda ser chamado para iniciar o tratamento. “É realizada uma sessão de 50 minutos por semana e vai encerrar somente após sanar a queixa que o paciente trouxe até aqui”, explica a profissional.

A psicóloga comenta, ainda, que os atendimentos são realizados pelos acadêmicos concluintes do curso de Psicologia da Urcamp, o que torna o espaço um serviço-escola. Os discentes possuem todo um preparo, visto que já passaram por outros estágios e situações da área. Todos os atendimentos são supervisionados individualmente pelas docentes das disciplinas de Estágio em Psicologia Clínica e Saúde Mental I e II, quando são discutidas as metodologias e técnicas que serão aplicadas ao paciente.

Fabiane descreve que mensalmente são realizados quase 200 atendimentos. Em 2016, o Sipa registrou mais de dois mil. “É uma oportunidade para os acadêmicos se depararem com diversos casos diversificados, mas temos um papel social e a ideia é de que o Sipa venha trabalhar também com a prevenção”, enfatiza. Além de prestar o atendimento, o serviço está ligado a uma rede, pois se um paciente necessitar de medicação, o Sipa encaminha para um psiquiatra ou Centro de Atendimento Psicossocial (Caps). No Hospital Universitário Doutor Mário Araújo, mantido pela Fundação Attila Taborda/Urcamp, os internados que têm um acompanhamento e que, posteriormente necessitarão desse atendimento, são encaminhados para o Sipa. A mesma medida ocorre quando se trata de crianças que precisam de um atendimento de psicopedagogia. Elas são direcionadas ao local adequado e que oferece esse serviço.

Para um grupo de discentes que atua no local, a experiência que eles adquirem é de suma importância, pois trabalham com situações que vão enfrentar ao longo da carreira. Os acadêmicos acreditam que essa experiência é a mais esperada e demonstram satisfação pelo aprendizado e pelo acompanhamento que recebem dos professores.

Conforme a coordenadora do curso de Psicologia, professora Suzana Curi Jorge, desde a criação do Sipa, os acadêmicos atuam no local por meio dos estágios. “O Sipa é a menina dos olhos do curso. Cresceu e começa dar passos importantes numa condição de maturidade de serviços e tem uma função importante, visto que promove integração entre aluno da Urcamp e a comunidade”, complementa.

 

PARA O FUTURO – O Sipa está planejando novos serviços, como orientação profissional, capacitação para o mercado de trabalho e grupos de orientações aos pais. O projeto ainda está sendo discutido e articulado para futuramente também ser oferecido à população bajeense.

 

 

 

 

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