ANO: 25 | Nº: 6405
18/09/2017 Cidade

Bagé está inserida novamente no Mapa do Turismo

Foto: Tiago Rolim de Moura

Rainha da Fronteira se mantém no planejamento do setor em nível nacional
Rainha da Fronteira se mantém no planejamento do setor em nível nacional

O novo Mapa do Turismo do Brasil manteve Bagé na posição de cidade turística de porte B, posição que já havia ocupado no ano anterior. De acordo com a publicação, 75% dos municípios gaúchos têm algum potencial para desenvolver a atividade turística: 371 cidades do Estado apresentam vocação para o turismo, um crescimento de 26% em relação ao ano passado, quando o mapa estadual apresentava 294 municípios.
A presidente da Associação Pampa Gaúcho de Turismo (Apatur), Sandra Telles, destaca que a entidade foi responsável pelo trabalho de recadastramento dos municípios da região junto ao Ministério do Turismo. Com estes dados, a pasta inseriu, neste ano, sete cidades no mapa: Aceguá, Bagé, Candiota, Caçapava do Sul, Dom Pedrito, Lavras do Sul e Pinheiro Machado.
Ela explica que o objetivo do Mapa é definir o recorte territorial que deve ser trabalhado prioritariamente pelo ministério. “É um instrumento de ordenamento e auxílio para o governo federal e estadual priorizem políticas públicas para o desenvolvimento do turismo”, destaca.
Sandra esclarece que para o município participar do mapa, precisa ter um órgão responsável pelo turismo, que pode ser uma secretaria, coordenadoria, fundação, gerência, departamento ou diretoria; ter um orçamento para investir no turismo e assinar um termo de compromisso com o Ministério de Turismo. Para o Estado é necessário, ainda, ter um sistema de turismo, isto é um Conselho Municipal de Turismo e ou Comitê, e um Fundo de Turismo.
Bagé integra o Mapa do Turismo desde 2015, em vista de que preenche os requisitos do Ministério do Turismo tanto na esfera federal como estadual, pois possui um coordenadoria de turismo; uma lei que institui o Sistema Municipal de Turismo, criando o Conselho e o Fundo Municipal de Turismo, e uma lei para os profissionais guias de turismo que a cidade possui.
“Além da Apatur, muitas entidades, como a Aciba, Sindilojas, Cobame, AJE, sindicatos, associações, universidades, institutos de educação, unidades militares e o Sistema "S", estão envolvidas e atuando com o poder público para o efetivo desenvolvimento de nossas potencialidades turísticas”, ressalta a presidente da associação.
Sandra informa que há muitos projetos em fase de implantação para qualificar os atrativos turísticos, os hotéis, os pontos históricos, os restaurantes e os profissionais que atuam no turismo receptivo de Bagé. “As entidades estão trabalhando estrategicamente para sensibilizar a comunidade a participar destes movimentos, que vão qualificar o nosso turismo e gerar emprego e renda para a população”, afirma.


Classificação
O índice conquistado por Bagé mostra a economia do turismo no município. Para a categorização foram utilizadas diferentes fontes de dados sobre número de ocupações formais no setor de hospedagem, número de estabelecimentos formais no setor, estimativa do fluxo turístico doméstico e estimativa do fluxo turístico internacional. Nas categorias A e B estão os municípios que têm maior fluxo turístico e maior número de empregos e estabelecimentos no setor de hospedagem. Toda a informação para a elaboração do mapa é formal.


Planejamento
A atualização periódica do Mapa do Turismo faz parte de uma estratégia do Plano Brasil + Turismo, lançado este ano, pelo ministro Marx Beltrão, para fortalecer o setor de viagens no País. De acordo com o plano, a partir de 2017 o mapa passa a ser atualizado a cada dois anos. Sua construção é feita em conjunto com os interlocutores estaduais, que representam o Ministério do Turismo e órgãos oficiais do setor nos estados e instâncias de governança regional. A classificação das cidades também é decisiva para a destinação de recursos federais. O Tribunal de Contas da União (TCU) e o Senado reconhecem o Mapa do Turismo como um instrumento de gestão para orientar no desenvolvimento de políticas públicas regionalizadas e descentralizadas.

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