ANO: 25 | Nº: 6283
18/09/2017 Fogo cruzado

Senado debate proposta de privatização do setor elétrico

Foto: Paulo RS Menezes/Especial JM

CGTEE, que integra discussão sobre futuro da Eletrobras, já reduziu estrutura
CGTEE, que integra discussão sobre futuro da Eletrobras, já reduziu estrutura

A privatização do setor elétrico e as consequências para o desenvolvimento regional serão discutidas em audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado, amanhã. O debate, proposto pelo senador Humberto Costa, do PT de Pernambuco, inicia às 14h.
Em seu requerimento, Costa observa que a pretensão de privatização do setor arrisca todo o protagonismo público brasileiro no desenvolvimento do modelo elétrico, colocando em um tabuleiro mercantil os recursos naturais pátrios, aviltando o Brasil enquanto nação e ignorando, solenemente, a questão da segurança nacional e dos recursos hídricos.
A intenção de reduzir a participação da União no capital da Eletrobras, com sua consequente ‘democratização na bolsa de valores’, a exemplo do que já foi feito com a Embraer e a Vale, foi anunciada pelo Ministério de Minas e Energia no dia 21 de agosto. A medida, na prática, representa a privatização das empresas do grupo. A lista incluía a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), que administra usinas em Candiota.
A proposta, porém, enfrenta resistências da oposição, no Congresso Nacional, que ainda não recebeu a proposta de reforma do setor. Na semana passada, um ato público na Câmara dos Deputados marcou o lançamento da Rede Parlamentar em Defesa da Soberania Energética e Nacional.
Deputados federais e senadores querem atuar em conjunto com deputados estaduais e vereadores para evitar as mudanças, como explicou a coordenadora da Frente Parlamentar, deputada Erika Kokay, do PT do Distrito Federal. “Precisamos levar a defesa do Brasil para todos os legislativos deste País. Energia é insumo fundamental para o bem-estar da população e para o desenvolvimento industrial e agrícola. Nenhuma nação desenvolvida coloca à venda sua soberania energética, como este governo tem feito”, declara.
Entre parlamentares da base, também houve críticas à política energética do Executivo. O deputado Júlio César, do PSD do Piauí, questiona, por exemplo, a inclusão de companhias regionais, como a Chesf, do Rio São Francisco, na lista de empresas a serem privatizadas. “Como coordenador da bancada do Nordeste, sou obrigado a me posicionar a favor da minha região. Precisamos de mais investimento, de mais eficiência do governo”, comenta, em entrevista à Agência Câmara.

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