ANO: 24 | Nº: 6185
20/09/2017 Editorial

Potencial turístico e econômico

Marcada por um feriado estadual, a festa popular que celebra as tradições gaúchas também reserva um viés econômico. Para além dos desfiles cívico-militares, a rota turística do Caminho Farroupilha, que inclui cidades da Costa Doce, às margens da Lagoa dos Patos, e do Pampa, na Campanha, reúne museus, casas de cultura e prédios históricos. A culinária, a música e as paisagens rurais são atrativos com potencial para o desenvolvimento que merecem novos olhares.
No Pampa, a rota inclui destinos como Alegrete, Bagé, Caçapava do Sul, Rosário do Sul, Santana do Livramento e São Gabriel. As lidas campeiras, o trato com o cavalo, a bota e a bombacha, o churrasco e o fandango, o chimarrão e o rodeio, hábitos que inspiram poetas e pajadores, também se convertem, neste período, em atrativos turísticos. A Semana Farroupilha, enfim, também dissemina hábitos de consumo ‘tipo exportação’.
Embora a economia represente um aspecto crucial para a História da saga sul-rio-grandense, o processo que é anualmente reproduzido não costuma ser monetizado. Ocorre que o dia 20 de setembro movimenta, de fato, uma cadeia complexa, beneficiando, principalmente, o setor do comércio. O efeito desta celebração, para os gaúchos, é capaz, inclusive, de estabelecer mercados que poderiam ser ainda melhor explorados. Não se trata da comercialização de valores, mas da renovação de aspectos característicos, capazes de definir um povo.

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