ANO: 25 | Nº: 6401
22/09/2017 Cidade

Greve dos Correios registra adesão parcial em Bagé

Foto: Tiago Rolim de Moura

Carteiros estão parados em frente à agência
Carteiros estão parados em frente à agência

Servidores dos Correios de Bagé aderiram, parcialmente, à greve nacional da categoria, deflagrada na noite de terça-feira, 19, por tempo indeterminado. A mobilização local iniciou ontem, em virtude do feriado Farroupilha. Ao todo, 19 Estados, além do Distrito Federal, também aderiram ao movimento.
De acordo com o delegado regional do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos do Rio Grande do Sul (Sintect-RS), Márcio Rodrigues Mancilha, dos 21 carteiros que atendem as 26 regiões de Bagé, 13 aderiram à paralisação.
A pauta dos trabalhadores é extensa. Conforme o delegado, entre os motivos da greve estão o fechamento de agências por todo o País, o plano de demissão voluntária e a possibilidade de privatização dos Correios, a ameaça de demissão motivada com alegação da crise, corte de investimentos, falta de concurso público, redução no número de funcionários, além de mudanças no plano de saúde e suspensão das férias para todos os trabalhadores, exceto para aqueles que já estão com férias vencidas, além da reposição salarial.
Mancilha ressalta que os Correios querem excluir benefícios conquistados há vários anos. “Querem nos tirar, por exemplo, a indenização por invalidez permanente ou por morte”, disse.
A agência de Bagé está aberta para o público, mas as entregas, segundo os grevistas, devem sofrer atraso pela diminuição do efetivo. No dia 25 de setembro haverá assembleia para definir os rumos da paralisação.
Em todo o País, sindicatos vinculados à Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), também reivindicam reajustes salariais de 8%. À Agência Brasil, a empresa negou ter proposto o corte dos benefícios e disse que o que está em jogo é um processo de negociação. Em nota, a assessoria de imprensa desataca que os Correios apresentaram uma proposta de manter o último acordo coletivo vigente até o final do ano.
No ano passado, foi anunciado um plano de demissão voluntária e o fechamento de agências para reduzir os gastos. O governo estuda mudanças no modelo de negócios da empresa, que podem envolver a privatização, abertura de capital ou manutenção do sistema atual, mas com quebra de monopólio. A estatal alega prejuízos financeiros (de R$ 2,1 bilhões em 2015 e de R$ 2 bilhões no ano passado) para promover ajustes.

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