ANO: 25 | Nº: 6381

José Artur Maruri

josearturmaruri@hotmail.com
Colaborador da União Espírita Bajeense bagespirita.blogspot.com.br
23/09/2017 José Artur Maruri (Opinião)

Somos o que pensamos

Enquanto delineamos a presente coluna estamos imprimindo palavras que vão surgindo em nosso pensamento. Enquanto o leitor corre os olhos pelo MINUANO surgem inúmeros pensamentos por sua mente.
Por isso, cabe a reflexão a seguinte: onde está a sede do pensamento?
Segundo o escritor e orador espírita Vinícius Lousada, na obra “A Conquista da Plenitude”, somos o que pensamos. O que pensamos reverbera no ser espiritual que somos, em conformidade com as emoções correspondentes, e se estende ao corpo somático através do perispírito”. O “perispírito”, vocábulo próprio da ciência espírita, nada mais é que um invólucro fluídico que liga o Espírito ao corpo. É um corpo fluídico.
A benfeitora espiritual Joanna de Ângelis reflete: “És o que cultivas no mundo íntimo através dos teus pensamentos”.
A lógica está em admitir que a sede dos pensamentos não está no cérebro, o qual é apenas uma ferramenta para a manifestação da alma, ou seja, a sede do pensamento está no Espírito.
Nessa linha, podemos admitir, ainda, que o pensamento é algo que se materializa e assume posição em nosso entorno. Segundo Lousada, “a psicosfera de cada indivíduo revela o que ele traz no alforje do coração como reflexo das vivências encetadas nesta e noutras vidas, que se manifestam como condicionamentos refletidos nos hábitos e pensamentos atuais, formando um mosaico que denota a natureza moral daquele”.
Allan Kardec, em “O Livro dos Espíritos”, na questão 833, indaga se há no homem algo pelo qual ele goze de uma liberdade absoluta. No que foi respondido que “é pelo pensamento que o homem goza de uma liberdade sem limites, porque o pensamento não conhece entraves. Pode-se impedir a sua manifestação, mas não aniquilá-lo”. No entanto, na questão seguinte, recebe o alerta de que o homem se responsabiliza pelo seu pensamento perante Deus. Só Deus, podendo conhecê-lo, condena-o ou absolve-o, segundo a sua justiça.
As assertivas são reforçadas em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”: “Em resumo, naquele que nem sequer concebe a ideia do mal, já há progresso realizado; naquele a quem essa ideia acode, mas que a repele, há progresso em vias de realizar-se; naquele, finalmente, que pensa no mal e nesse pensamento se compraz, o mal ainda existe na plenitude da sua força. Num, o trabalho está feito; no outro, está por fazer-se. Deus, que é justo, leva em conta todas essas gradações na responsabilidade dos atos e dos pensamentos do homem”.
Diante disso, é importante a reflexão de quais pensamentos estamos cultivando. Que tipo de vida mental queremos levar? Que tipo de pessoa queremos ser?
“As melhores realizações, em sintonia com o gênero de provas que precisas superar para venceres a ti mesmo, nascem do planejamento e do cultivo mental que acalenta os nobres propósitos, fortalecendo a tua disposição para o bem.
Pensa bem, com retidão, e a vida te responderá com o bem, favorecendo a tua consciente evolução”. – Vinícius Lousada.
(Referências: Vinícius Lousada. A Conquista da Plenitude. Porto Alegre:Francisco Spinelli, 2016. p. 89-93. Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. Questões 833 e 834. Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 8. Item 7)

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