ANO: 25 | Nº: 6335
27/09/2017 Cidade

Distribuidores repassam reajuste no preço do gás

Foto: Tiago Rolim de Moura

Em algumas revendas valor chega a R$ 75
Em algumas revendas valor chega a R$ 75

Algumas distribuidoras de gás do município já repassaram o reajuste de 6,9% no preço do gás liquefeito de petróleo (GLP) para uso residencial, vendido em botijões de até 13 quilos. O aumento, que entrou em vigor ontem, foi deliberado pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços (Gemp) da Petrobras.
De acordo com informações oficiais da companhia, o ajuste anunciado foi aplicado sobre os preços praticados sem incidência de tributos. Em Bagé, o preço varia entre de R$ 68 a R$ 75. O revendedor da distribuidora Supergasbras, Gerson Lopes, já adquiriu o produto com o reajuste. Segundo ele, a estimativa é que na próxima semana haja um novo aumento. “As pessoas estão economizando e a cada dia sentimos a queda nas vendas”, disse.
Na revendedora Liquigás, o valor do botijão ainda não havia aumentado ontem. Conforme a proprietária de uma empresa de gás, Leila Cunha, por enquanto ainda há estoque na loja, mas está aguardando o repasse no próximo carregamento.
O empresário Renato Camargo, que representa a Nacional Gás, conta que este é o sexto aumento desde janeiro e a população acaba culpando o revendedor pelo repasse. “Se não aumentamos, não conseguimos repor o estoque”, salienta. Camargo ainda não adquiriu gás com o novo valor, mas acredita que o repasse será de aproximadamente R$ 2.


Estoques

De acordo com a Petrobras, para definir a correção, o Gemp considerou que o mercado de GLP ao longo do mês de agosto permaneceu pressionado por baixos estoques, e que a proximidade do inverno no hemisfério norte aumenta a demanda pelo produto. Por isso, o ajuste era necessário. Ainda conforme a estatal, o aumento segue a variação de preços do mercado internacional registrada em agosto conforme política já anunciada pela companhia.


Sindigás

O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) informou, em nota, que o reajuste deve oscilar entre 6,4% e 7,4%, de acordo com o polo de suprimento. A representação sindical afirma que a correção aplicada não repassa integralmente a variação de preços do mercado internacional. “O Sindigás calcula que o preço do produto destinado a embalagens até 13 quilos ficará 15% abaixo da paridade de importação, o que inibe investimentos privados em infraestrutura no setor de abastecimento”, diz a nota.

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