ANO: 26 | Nº: 6556
04/10/2017 Cidade

Atraso na entrega de correspondências gera fila na agência dos Correios

Foto: Tiago Rolim de Moura

Fila foi até a frente da empresa
Fila foi até a frente da empresa

A greve dos Correios completou 14 dias ontem. O movimento tem a adesão de trabalhadores de todos os 26 estados e do Distrito Federal. Em Bagé, 19 servidores estão paralisados. Os trabalhadores atendem 26 áreas do município. A paralisação causa fila na agência local.
Na manhã de ontem, mais de 30 pessoas aguardavam no setor de entrega. O aposentado Oswaldo Leal, 66 anos, estava indignado com a situação. Ele sofre com problemas nos joelhos e precisou ficar em pé por um longo tempo. Conforme o idoso, são vários dias de atraso e se não chegam as contas em tempo hábil, é cobrado juro pelo atraso no pagamento. “Então, temos que vir buscar”, enfatiza.
A doméstica Isaura Lopes, 36 anos, informa que o atraso de documentos já acontecia antes da greve dos servidores, mas agora piorou a situação. Ela foi à agência em busca do boleto bancário para pagamento do cartão. “As pessoas não têm culpa. Quem paga os juros somos nós”, frisa.
Entre os motivos da paralisação estão a possibilidade de venda da empresa pública, também o fechamento de agências, o plano de demissão voluntária, a ameaça de demissões, corte de investimentos, falta de concurso público, redução no número de funcionários e mudanças no plano de saúde e suspensão das férias.


Conciliação

Uma audiência de conciliação será realizada, hoje, no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, entre os Correios e as federações que representam os trabalhadores. No dia 28 de setembro, o vice-presidente do TST, ministro Emmanoel Pereira, declarou a greve abusiva. O motivo apontado por Pereira é que a paralisação foi iniciada enquanto ainda estava em andamento um processo de negociação coletiva. Segundo ele, com o movimento declarado abusivo, na prática, os trabalhadores que seguirem parados "não estão em greve", e sim "ausentes do trabalho".
Para os Correios, com a decisão do TST, os empregados que aderiram à paralisação devem retornar aos seus postos de trabalho imediatamente.

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