ANO: 25 | Nº: 6310
06/10/2017 Cidade

Município oferta 166 mamografias por mês

Foto: Antônio Rocha

Mamografias devem ser realizadas anualmente
Mamografias devem ser realizadas anualmente

Outubro é o mês mundial de conscientização em relação do câncer de mama. Este tipo de doença representa, hoje, 25% dos cânceres que acometem as mulheres. No Brasil, a estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é que haja 58 mil novos casos por ano. No Rio Grande do Sul, em torno de 5,8 mil novos casos ao ano. Com isso, a mortalidade anual chega a 30%, ou seja, 14 mil mortes anuais.
De acordo com o médico mastologista e Secretário Municipal de Saúde e Atenção a Pessoa com Deficiência, Mario Mena Kalil, a estimativa é que uma em cada 10 mulheres terá câncer de mama. O Inca, ainda segundo o médico, recomenda que os exames de mamografia sejam realizados a partir dos 50 anos. Mas a sociedade de mastologia aconselha que seja realizado anualmente a partir dos 40 anos.
Em Bagé, são oferecidos 166 mamografias pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Na opinião do profissional, o volume é pequeno para a cidade. “Estamos negociando a disponibilidade de mais 50 exames para atender a demanda”, disse. Mena ressalta que o processo que envolve a consulta, a realização do exame e encaminhamento para o tratamento, em Bagé, leva cera de 30 dias. “Com a prevenção e tratamento precoce, 95% dos casos têm chances de cura”, destaca.
O mastologista enfatiza que houve um avanço após a implantação da Unidade de Atendimento de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) e Centro Integrado de Oncologia (Cion). Segundo Mena as primeiras campanhas realizadas pelo Outubro Rosa foram atendidas em torno de 850 mulheres. Na terceira campanha, o número caiu para 140.
O médico lembra que o câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando um homem para cada 100 mulheres do total de casos da doença. “Apenas 10% são herança familiar e 90% não têm uma origem especifica”, frisa.
O secretário enfatiza que se for realizado um trabalho de prevenção é possível reduzir em 30% o número de casos e que com a detecção precoce é possível reduzir em 30% o número de mortes. “Se atuar nessas duas pontas, é possível uma diminuição. A conscientização é importante para esse processo”, pondera.
A novidade, segundo Mena, é a implantação de um ambulatório para a patologia mamária. Ele salienta que o local irá possibilitar a realização de consultas, exames e cirurgias, feitos antes do câncer. “Estamos buscando o credenciamento junto ao governo do Estado”, adianta.
No Rio Grande do Sul, a cada 100 mil mulheres, cerca de 110 terão câncer de mama. Segundo Mena, para o número de mulheres de 40 a 70 anos existentes em Bagé, seria necessário em torno de 12 mil exames por ano, contando com convênios e particulares. Hoje são disponibilizados cerca de 2,5 mil. “Por isso temos que aumentar o número de exames disponíveis pelo SUS”, declara.


Unacon
De acordo com o diretor técnico da Unacon, José Dionísio Becker, cerca de 600 pessoas, em Bagé, passam pelo tratamento de câncer na unidade. Dessas, 240 realizam quimioterapia por câncer de mama. O oncologista ressalta que 36% das pessoas estão buscando o diagnóstico precoce e com isso as chances de cura aumentam.
Becker conta que os bajeense aderem as campanhas e é necessário a disponibilidade de um maior numero de exames para que a patologia tenha o diagnostico precoce. “Seria interessante que a prefeitura adquirisse um aparelho de mamografia para suprir a demanda”, afirma.


Coordenadoria

Conforme a coordenadora de políticas de Doenças Sexualmente Transmissíveis DST/Aids da 7ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), Fernanda Alves Machado, de janeiro até junho foram contabilizados pelo órgão a realização de 858 mamografias pelo SUS em Bagé, uma média de 143 por mês. Em Aceguá, foram feitas 54; em Candiota, 36; e em Hulha Negra, 49. “É necessário realizar campanhas fortes e mais busca ativa para que os diagnósticos sejam precoces”, diz.


Mês de prevenção

O nome Outubro Rosa remete à cor do laço que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. O movimento começou a surgir no início da década de 1990, quando aconteceu a primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde foram distribuídos laços cor-de-rosa para todos os participantes.
Entretanto, somente em 1997 é que entidades das cidades de Yuba e Lodi começaram a promover atividades voltadas ao diagnóstico e prevenção da doença, escolhendo o mês de outubro como epicentro das ações.
A primeira iniciativa, no Brasil, foi em 2002, quando o monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista (também conhecido como o Obelisco do Ibirapuera) foi iluminado com a cor rosa, na cidade de São Paulo. Desde então, a campanha se estende para as cidades de todo o Brasil.

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