ANO: 24 | Nº: 8084
07/10/2017 Editorial

Reação necessária

A política de controle da sífilis é deficiente no País. É o que comprova a auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A avaliação feita pela Corte revela, inclusive, que falta monitoramento por meio de indicadores, apontando que a prevenção primária é deficitária. Também existem dificuldades para adquirir medicamentos. A articulação entre os entes da federação, uma das principais recomendações do órgão fiscalizador, é, também, a única saída para reverter esse cenário.
O TCU sugere a criação de novos canais para "fortalecer as medidas de captação e tratamento dos parceiros das gestantes com sífilis, incluindo-os no pré-natal". A medida é simples, mas fundamental, tendo em vista que deve viabilizar o acompanhamento dos índices da doença em todo o País. A disseminação da informação, porém, como destaca o próprio acórdão do Tribunal, ainda é a alternativa mais eficaz. Ações nesse sentido, entretanto, precisam ser coordenadas. A união de esforços, entre todas as esferas, é decisiva em campanhas de conscientização, tendo em vista que municípios, por exemplo, dispõem de recursos contatos.
Alguns pontos precisam ser ajustados, entretanto, no curto prazo. A penicilina, por exemplo, desapareceu do mercado brasileiro. O desenvolvimento de um programa para aquisição, capaz de regularizar o abastecimento em todo o Brasil, é urgente. A Corte recomendou, aliás, que o Ministério da Saúde estimule os laboratórios públicos a fabricarem. Uma solução prática, que envolve o poder público de maneira direta. Diante de um cenário de emergência, resta, agora, esperar para que o prazo de 120 dias para as regularizações seja respeitado.

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