ANO: 23 | Nº: 5812

Viviane Becker

viviminuano@hotmail.com
Colunista social do Jornal Minuano, Viviane Becker é experiente jornalista de geral e conhecida editora do caderno de variedades Ellas.
11/10/2017 Caderno Ellas

Elas & eles

Foto: Reprodução JM

Elas & eles 

  

Raquel Barreto Garcia

Psicóloga - CRP 07/06977

Mestre em Desenvolvimento Social

 

 A opinião pública se divide quando o assunto é homossexualismo, tudo é fator para elaborar o próprio conceito a respeito, a própria orientação sexual, o contato com homossexuais na família, a relação amistosa com algum deles, o sucesso do próprio relacionamento amoroso, o conceito de felicidade, a tolerância com as diferença.

O momento de vida, as experiências pessoais. Tudo são variáveis que interferem no enfrentamento de uma realidade diferente da sua.

O homossexualismo não é de hoje, ele sempre existiu e sempre existirá e ao contrário do que muitos pensam, ele não depende de uma escolha, ou pelo menos de uma escolha consciente, ele não se caracteriza como uma opção sexual, as pessoas não decidem para onde vão dirigir seu desejo, acontece.

O homossexualismo recebe punição sem ser um crime, é segregado sem ser contagioso e é agredido inclusive com o uso da força física, tudo fruto de concepções sociais que advém da cultura e da formação dos indivíduos, onde o diferente destoa.

A realidade está aí, na vida cotidiana e na novela, e causando mil divergências, que vão desde a existência da relação até se esaa relação deve ou não ser exposta na TV.

O homossexualismo foge das lei religiosas da procriação e da lei biológica de complementaridade entre os gêneros masculino e feminino, mas não está aí por acaso, e sim por ser uma forma de satisfação do desejo mais profundo e quem sabe escondido de realização.

É difícil ser diferente, é difícil ser visto como uma anomalia quando não se sabe a fonte de tal perfil, é difícil viver a margem dos relacionamentos sociais e acabar sendo aceito com uma faceta de sua vida ignorada, ou até aceita, mas por falta de opção.

E quando toda a história de um indivíduo é deixada de lado pelo seu comportamento sexual? Esquecem sua competência profissional, suas emoções, sua afetividade, sua conduta moral, laços familiares como se o todo e até a essência de alguém pudesse ser substituído por um só aspecto, o sexual.

Julgar a vida alheia sem ter passado por ela é corriqueiro, querer que todos busquem a felicidade pelos mesmos meios é quase uma regra, mas onde está o respeito? 

 

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