ANO: 25 | Nº: 6262
19/10/2017 Fogo cruzado

Governo enfrenta dificuldades para viabilizar nova mina de carvão em Candiota

Foto: Arquivo JM

Projeto não está relacionado às jazidas da Companhia Riograndense de Mineração (CRM)
Projeto não está relacionado às jazidas da Companhia Riograndense de Mineração (CRM)

A Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) lançou novo edital para avaliar a viabilidade econômica de novos depósitos de carvão em Candiota. A medida foi solicitada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O Conselho Administrativo da CPRM enfrenta dificuldades para contratar empresa especializada na avaliação. Duas licitações já foram realizadas sem a apresentação de propostas.
O processo inclui, ainda, a avaliação de uma mina de fosfato, em Miriri, nos estado de Pernambuco e Paraíba, de reservas de cobre, em Bom Jardim, em Goiás, e reservas de zinco, em Palmeirópolis, no estado de Tocantins. A avaliação é imprescindível para o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), lançado pelo governo federal, no ano passado, estabelecendo parâmetros para a concessão ou venda de projetos nos setores de transportes, energia e saneamento.
O depósito de Candiota compreende 56 alvarás de pesquisa. Os relatórios finais já foram aprovados pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). O governo argumenta que o carvão tem seu principal uso destinado às termelétricas da região, reforçando que novas usinas estão em fase de licenciamento. O leilão para a concessão da mina estava previsto, inicialmente, para o primeiro semestre de 2017. A expectativa, agora, é de que ocorra só em 2018, tendo e vista que o processo requer, ainda, a abertura de uma consulta pública.

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