ANO: 24 | Nº: 6011
19/10/2017 Campo e Negócios

Secretaria Estadual da Agricultura debate alterações no zoneamento agrícola da soja

Cerca de 80 municípios gaúchos, das regiões Sul e Oeste do Estado, podem ser prejudicados na safra de soja 2018/2019 devido ao novo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) determinado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Para debater o assunto, o secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ernani Polo, sugeriu um encontro com os coordenadores regionais da Seapi, o que ocorreu na segunda-feira, no auditório do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da secretaria. Participaram também do encontro representantes da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz), além do deputado federal Alceu Moreira.
O objetivo do zoneamento agrícola, segundo portaria do Mapa, de julho deste ano, é identificar as áreas aptas e os períodos de plantio com menor risco climático para o cultivo de soja no Estado. Essa identificação foi realizada com base em um modelo de balanço hídrico da cultura, feito pela Embrapa Soja, que usou as seguintes variáveis climáticas e agronômicas: precipitação pluviométrica, evapotranspiração potencial, fase fenológica da cultura, coeficiente de cultura e disponibilidade máxima de água no solo. Segundo o diretor do Departamento de Irrigação da Seapi, Gérson Herter, que palestrou sobre “Zoneamento Agrícola da Soja – Safra 18/19”, esse novo modelo não é correto e os municípios gaúchos correm o risco de perder o zoneamento provisório no ano que vem, o que significa não estarem enquadrados na política de crédito rural.
“O Zarc não tem cumprido seus objetivos nos três estados da região Sul do País, que têm um potencial de R$ 2,29 bilhões de economia, sendo R$ 1,28 bilhões no Rio Grande do Sul. O Tribunal de Contas da União diz que a União tem gasto com indenizações no Rio Grande do Sul valores maiores do que o risco indicado, mas o problema não é geográfico e a solução apontada pela Embrapa sim”, alertou. Como encaminhamentos, a proposta é formar um Grupo de Trabalho (GT) aberto; visitar o Centro Nacional de Pesquisa de Soja – a Embrapa Soja -, em Londrina (PR); e pedir que à Seapi e entidades que formalizem um pedido de revisão do zoneamento agrícola. “Estes estudos precisam estar prontos até março de 2018”, disse Herter.

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