ANO: 24 | Nº: 5941

Daiane Lima

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Jornalista formada pela Universidade da Região da Campanha. Responsável pela produção e reportagem de esportes do Jornal MINUANO.
20/10/2017 Universo Pet

As diferenças na rotina e dicas para a criação de cães e gatos

Foto: Arquivo pessoal

Todos os que decidem ser tutores de um gato ou cachorro tem seus motivos. Há quem prefira a independência felina. Outros optam pela animação canina. Mas, independente do comportamento, quem tem um desses amigos de quatro patas em casa, sabe que os dois têm muito amor para dar – e mostram isso de diferentes formas.

Quando chega a sua casa, o advogado Luiz Fernando Benchimol Padilha é recebido com festa por Luz, de cinco anos. Amarela, simpática e de porte médio, Luz não tem uma raça definida. A companheira de Padilha foi encontrada abandonada na rua quando ainda era um bebê.

“Cheia de pulgas e carrapatos”, como lembra o advogado, Luz foi resgatada, pelo grupo feminino Luz de Maria, do Emaús. Depois, foi levada até a veterinária Thaís Brasil, para receber cuidados profissionais. “Quando a Thaís terminou o tratamento da Luz eu adotei. Sempre fui cachorreiro”, conta. A adoção aconteceu alguns meses após a morte de Luke, outro cachorro de Padilha, por cinomose.

Luz animou a casa. Na primeira semana após a adoção ela já comeu um pedaço da porta da cozinha. “Já comeu cabide. Se alguém esquecer manteiga na mesa ela devora e não pode deixar ela sozinha com lixo”, comenta Padilha.

Mas o advogado ainda tem outra amiga a sua espera depois do dia de trabalho. Ágatha, uma gatinha com três anos. “Todos os dias ela fica na janela me esperando. Quando entro em casa, sai correndo pra me cumprimentar, então abaixo a mão e ela bate com o focinho”, diz.

Ágatha chegou para fazer companhia para Luz. “À época eu tinha trocado de emprego e com a faculdade acabava ficando muito tempo longe de casa e da atenção da Luz”, recorda. Ela entrou em depressão, perdeu pelo, apetite e teve crises de ansiedade.

O tutor, então, viu a possibilidade da adoção da felina no Facebook de um conhecido e resolveu aumentar a família. “Eu sabia que aquele meu empecilho de falta de tempo era apenas uma fase”, conta.

E a gatinha realmente acabou tornando-se uma grande amiga de Luz. “No primeiro dia a Ágatha já chegou salvando a Luz. Parou de perder pelos e o apetite voltou. A Luz encarou a Ágatha, que era um gatinho bebê do tamanho da palma da minha mão, como se fosse filhote dela. Tentou, inclusive, dar de mamar, mas não saía leite”, relembra o advogado.

A mais velha também dava banho e não deixava o bebê da casa sair de perto. Padilha relata ainda que ela só permitia que Ágatha fosse no colo de pessoas muito próximas. “Quando a gatinha saiu para ser castrada foi um choro só”, recorda.

 

Contrastes

Mesmo tão próximas, as duas amigas são muito diferentes. O tutor conta que Luz é aquilo que dizem dos cachorros, ela vive o momento e o momento é amor. A cachorra é dengosa, carente e, para chamar a atenção, vale até pegar a ração da Ágatha. “Ela começa a ficar doída só de ouvir o barulho do carro chegando em casa, é o que me contam”, diz o tutor.

Com estranhos depende do quanto a visita vai conquistar Luz, mas com conhecidos é “um grude”. “E se a pessoa sentar perto dela, ela puxa com a pata a mão da pessoa para fazer carinho na pança”, brinca.

Ágatha é mais difícil. A gatinha guarda seu amor, basicamente, para Padilha, Lara Guarnieri, sua namorada, e Andrea Maria Teixeira Benchimol, sua mãe. “Ter o carinho dela, na verdade, é ter algo raro, é uma conquista”, afirma o tutor.

Com a chegada de estranhos em casa, ela normalmente se afasta e espera, no pátio ou no quarto, até que a visita vá embora. Caso seja um amigo mais próximo, Ágatha, no máximo, fica próxima.

 

Sendo gato ou cachorro, dividir a casa com um animal de estimação exige, além de amizade e dedicação, cuidados para manter a saúde e o bem-estar do bichinho. Existem algumas dicas básicas que devem ser seguidas para isto.

A coordenadora do curso de Veterinária da Universidade da Região da Campanha (Urcamp), Regina Reiginer, conta que os alunos, na disciplina de Clínica de Pequenos Animais, realizaram um trabalho resumindo as dez dicas básicas para cuidar de caninos.

O trabalho foi realizado pelos acadêmicos Bruna Antunes Teixeira, Larissa Albarnaz da Rosa, Lucas de Souza Cougo e Márcia Mar Guedes.

Dicas:

1. Esquema de vacinação:

1ª dose aos 45 dias de vida;

2ª dose aos 75 dias;

3ª dose aos 105 dias;

Com 4 a 6 meses de idade – anti-rábica (após reforço anual);

O intervalo entre as doses poderá ser de 21 dias, porém fica a cargo do médico veterinário.

 

  1. Ofereça sempre ração de boa qualidade e água fresca;
  1. Previna o acúmulo de tártaro com produtos específicos, comece a escovação dentária nos primeiros meses de vida;
  2. Previna a obesidade com dieta equilibrada e exercícios regulares;
  3. Evite perfumes e produtos de limpeza em excesso, os cães tem 25 vezes mais células olfativas que nós;
  4. Fique atento sempre que seu cão mudar o comportamento, pode ser sinal que ele não está bem;
  5. Mantenha em dia os vermífugos a partir dos 21 dias de vida;
  6. Os cães têm as patinhas sensíveis, evite passeios em dias muito quentes ou muito frios;
  7. Mantenha-os livre de pulgas e carrapatos;
  8. Sempre opte pela castração para prevenir doenças e procriação indesejada.


Sobre os cuidados com os felinos, Regina conta que as sugestões são semelhantes, mas destaca o cuidado com alguns itens:

Dicas:

  1. Vacinação – deverá iniciar com a primeira dose aos 60 dias de vida, optando pela tríplice, quádrupla ou quíntupla, dependendo da avaliação do médico veterinário. Essa escolha dependerá dos hábitos do animal, principalmente se tem acesso à rua. Deverá receber reforço a cada 20 dias. Aos quatro meses de vida, deverá receber a anti-rábica.
  2. A oferta de ração deve ser várias vezes ao dia, pois o gato come aos poucos, podendo chegar até 20 vezes/dia. Ofereça vários sabores até os seis meses de idade, para que ocorra o estímulo das papilas gustativas.
  3. A água deverá ser mantida fresca e em vários potes espalhados pela casa. Os potes, tanto para água como para comida, deverão ser largos, pois os bichanos não gostam de encostar seus bigodes nas bordas.
  4. Gatos domiciliados, sem acesso à rua, precisam de caixas higiênicas para suas necessidades. Elas precisam ser limpas no mínimo uma vez ao dia e deve-se trocar toda a areia pelo menos uma vez por semana. Deve ser espalhado pela casa em número adequado, ou seja, no mínimo uma bandeja por gato mais uma (nº de gatos + 1). Nunca deixar as bandejas juntas, ou próximas aos potes de comida e água.
  5. O gato não deve parar de comer, se isso acontecer, pode indicar problemas e deve ser encaminhado ao médico veterinário.
  6. Nunca medique seu gato por conta própria, pois muitos medicamentos usados em humanos podem levar o animal à morte.

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