ANO: 24 | Nº: 6058

Lenir Gonçalves Leite

20/10/2017 Universo Pet

Outubro Rosa Pet

Neste mês de outubro, em que se intensificam as campanhas referentes ao diagnóstico e prevenção de câncer de mama em mulheres, são realizadas também ações contra o problema em animais de companhia.

Cadelas e gatas são susceptíveis a apresentarem o problema, com maior incidência em cadelas, porém quando gatas são acometidas, estes tumores são geralmente bem mais agressivos.

Tumor é qualquer aumento de volume localizado, sendo a denominação mais correta, neste caso, neoplasia, por se tratar de uma proliferação celular nova e descontrolada e, de uma forma abrangente, chamadas de câncer todas as que são malignas.

De maneira similar ao que ocorre em humanos, quanto mais cedo estas lesões forem identificadas e tratadas, menos invasivo é o procedimento cirúrgico e muito maiores são as chances de cura do animal.

Por isso, orienta-se aos proprietários de cães e gatos para estarem atentos a quaisquer alterações apresentadas por seus animais, e procurarem palpá-los ao longo das duas cadeias mamárias, pois as neoplasias podem apresentar-se de diversas maneiras, na forma de aumentos de volume, nódulos, pólipos, áreas ulceradas (feridas), sendo muitas vezes indolores na fase inicial, e também sem a apresentação de sinais sistêmicos, como emagrecimento, apatia, perda de apetite, etc., que só aparecem na fase mais tardia, quando a doença já está bem avançada.

Para a prevenção, é recomendável evitar os fatores de risco, que são a estimulação estrogênica, emprego de contraceptivos, alimentação rica em gordura e, especificamente para gatas, ingestão excessiva de carne vermelha.

No sentido de evitar a estimulação estrogênica, é indicada a castração dos animais, que quanto mais cedo for realizada, menor é a probabilidade de desenvolvimento das neoplasias mamárias, na seguinte proporção: quando realizada antes do primeiro cio a probabilidade é de 0,5%; após passar o primeiro cio 8%; e, após ter passado pelo segundo cio, aumenta para 26% a probabilidade de desenvolvimento dos tumores.

Além disso, animais que passam pelo procedimento de ovariosalpingohisterectomia (retirada do útero, trompas uterinas e ovários) também ficam isentos de outros problemas como infecções ou sangramentos, além da aglomeração de machos no período do cio, o que muitas vezes é um transtorno para o proprietário.

Quando for identificada qualquer alteração na região mamária ou no comportamento do animal, o tutor deve procurar o médico veterinário o mais rápido possível, para que este faça o diagnóstico e, no caso de tumor de mama, o estadiamento do mesmo através de exame físico, hemograma, ultrassom abdominal, radiografia de tórax, eletrocardiograma e ecocardiograma. A partir disso, é feita a estimativa da gravidade do problema, no sentido do número de glândulas comprometidas e se já existem metástases (comprometimento de órgãos distantes como pulmões e fígado). Com base neste diagnóstico, o animal é geralmente encaminhado para a cirurgia e o material vai para exame histopatológico (biópsia), para saber o tipo de neoplasia (maligna ou benigna), permitindo ter um prognóstico sobre a vida do paciente e elaborar um protocolo quimioterápico nos casos malignos.

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