ANO: 25 | Nº: 6280

José Artur Maruri

josearturmaruri@hotmail.com
Colaborador da União Espírita Bajeense bagespirita.blogspot.com.br
21/10/2017 José Artur Maruri (Opinião)

Velho argumento

“Defendendo-se ele com essas palavras, Festo disse com grande voz: estás louco, Paulo, as muitas letras te levam à loucura!” (Atos 26:24)”
É muito comum lançarem aos discípulos do Evangelho a falsa acusação de loucos, que lhes é imputada pelos círculos cientificistas do século.
O argumento é velhíssimo por parte de quantos pretendem fugir à Verdade, complacentes com os próprios erros.
Há trabalhadores que perdem valioso tempo lamentando que a multidão os classifique como desequilibrados. Isto não constitui razão para contendas estéreis.
Muitas vezes, o próprio Mestre foi interpretado por demente, e os apóstolos não receberam outra definição.
Numa das últimas defesa, vemos o valoroso amigo da gentilidade, ante a Corte Provincial de Cesareia, proclamando as verdades imortais de Cristo Jesus. A assembleia toca-se de imenso assombro. Aquela palavra franca e nobre estarrece os ouvintes. É aí que Pórcio Festo, na qualidade de chefe dos convidados, delibera quebrar a vibração de espanto que domina o ambiente. Antes, porém, de fazê-lo, o argucioso romano considerou que seria preciso justificar-se em bases sólidas. Como acusar, no entanto, o grande convertido de Damasco, se ele, Festo, lhe conhecia o caráter íntegro, a sincera humildade, a paciência sublime e o ardoroso espírito de sacrifício? Lembra-se, então, das ‘muitas letras’ e Paulo é chamado louco pela Ciência Divina de que dava testemunho.
Recorda, pois, o abnegado batalhador e não dispenses apreço às falsas considerações de quantos te provoquem ao abandono da verdade. O mal é incompatível com o bem e por ‘poucas letras’ ou por ‘muitas’, desde que te alistes entre os aprendizes de Jesus, não te faltará o mundo inferior como sarcasmo e a perseguição”.
(Texto de autoria do Espírito Emmanuel. O evangelho por Emmanuel: comentários aos Atos dos Apóstolos/coordenação de Saulo Cesar Ribeiro. Brasília: FEB, 2017. p.104 e 105)

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