ANO: 24 | Nº: 6058
24/10/2017 Cidade

Protesto do Cpers bloqueia acesso à 13ª Coordenadoria de Educação

Foto: Tiago Rolim de Moura

Sindicalistas ficaram toda a manhã em frente ao prédio
Sindicalistas ficaram toda a manhã em frente ao prédio

Na manhã de ontem, por volta das 7h, integrantes do 17º Núcleo do Cpers/Sindicato trancaram o acesso ao prédio que abriga a 13ª Coordenadoria Regional de Educação (13ª CRE), em Bagé. O movimento dos professores estaduais, que integra a greve da categoria, aconteceu simultaneamente em todo o Estado, encerrando após as 12h.
O grupo fechou o portão de acesso na avenida Sete Setembro e não permitiu a entrada dos servidores. O titular da 13ª CRE, José Carlos Nobre, chamou a Brigada Militar para garantir o acesso. A negociação permaneceu por toda a manhã.
Nobre ressaltou que respeita o direito de greve e a mobilização, mas que é necessário que o Cpers respeite a vontade dos servidores de trabalhar. Os trabalhadores da coordenadoria foram dispensados na parte da manhã.
Ainda de acordo com o coordenador, o fechamento do prédio prejudicou todas as atividades de rotina do órgão. Ele frisa que diretoras de Caçapava do Sul viajaram a Bagé para entregar documentação e prestações de conta, sem conseguir formalizá-las.


Mobilização

Reunidos na frente da 13ª CRE, os manifestantes distribuíram panfletos, em forma de notas de dinheiro, com a palavra “sensibilidade”, em destaque. De acordo com a diretora do 17° Núcleo, Delcimar Vieira Delabary, o movimento é motivado pelo descaso do governo do Estado, que apenas recebe os educadores, mas não apresenta nenhuma solução para o parcelamento dos salários.
A sindicalista do núcleo central do Cpers, Sônia Solange Viana, informou que a mobilização é para dar visibilidade à categoria, visto que o Estado poderia suprir as necessidades, combatendo a sonegação fiscal e o resgate de recursos da Lei Kandir. “Se pagam os fornecedores em dia, porque não cumprem com os servidores”, questionou.
Ela ainda salientou que o sindicato reivindica o pagamento do salário em dia, maiores investimentos na educação, pagamento do 13º salário e correção da defasagem salarial, além do repúdio ao remanejamento de educadores e alunos.
Os sindicalistas informaram que não são contra os servidores que trabalham nas coordenadorias, salientando que a ação integra a luta pelos direitos dos educadores. “Ficamos indignados, porque foi chamada a Brigada Militar, mas os soldados foram muito gentis conosco”, contou Sônia.


Posição do Estado

Em nota, o governo do Estado classificou o bloqueio do acesso de servidores às coordenadorias como ilegal. O chefe da Casa Civil, Fábio Branco, qualificou o ato como uma ‘radicalização’. Medidas adotadas pelo Palácio Piratini, como pagar primeiro quem ganha menos e o projeto de lei, encaminhado pelo Executivo, para indenização pelos dias de atraso salarial e do 13º, foram exemplos citados pelo secretário, como pedidos da categoria já atendidos, durante coletiva de imprensa. Uma nova reunião entre governo do Estado e representantes do Cpers/Sindicato está marcada para hoje, na Secretaria Estadual da Educação.

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