ANO: 25 | Nº: 6379
25/10/2017 Editorial

Pelo desenvolvimento do Brasil rural

Por força de lei, os territórios rurais podem ser definidos como ‘espaços socialmente construídos’. Falamos de ambientes dinâmicos e mutáveis, onde se desenvolvem a agropecuária, as relações com a natureza e os modos de vida, de organização social e produção cultural. Para orientar ações governamentais, que pressupõem a superação das desigualdades sociais, o governo federal pode instituir um planejamento específico. O Brasil precisa, de fato, desenvolver uma nova forma de encarar as demandas do campo.
A Política de Desenvolvimento do Brasil rural representa uma alternativa neste sentido. Com base na proposta, que tramita em caráter conclusivo, nas comissões técnicas da Câmara dos Deputados, novos territórios serão formados por conjuntos de municípios onde predominam relações de interação entre as atividades. A medida privilegia, também, as áreas que apresentam densidade populacional média abaixo de 80 habitantes por quilômetro quadrado, e, concomitantemente, população média municipal de até 50 mil habitantes.
O principal avanço está na perspectiva de definição de diretrizes básicas, que variam da potencialização da multifuncionalidade à valorização da interdependência e complementaridade das atividades das áreas rurais e urbanas. A criação de um Sistema Nacional de Informações sobre o Desenvolvimento do Brasil Rural, responsável pela coleta e tratamento das informações relativas aos espaços rurais, também será crucial para a caracterização destes territórios. Trata-se do reconhecimento social de setores que impulsionam a economia.

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