ANO: 25 | Nº: 6312
01/11/2017 Cidade

Professores da rede estadual decidem manter greve

Foto: Divulgação

Categoria se mantém mobilizada e irá apresentar propostas ao Estado
Categoria se mantém mobilizada e irá apresentar propostas ao Estado

Em greve desde o dia 5 de setembro, os professores da rede estadual se reuniram em assembleia, ontem, em frente ao Palácio Piratini, em Porto Alegre, para avaliar as propostas apresentadas pelo governo do Estado na segunda-feira. Os educadores decidiram manter a paralisação porque não aceitaram as 'imposições para cumprir o pagamento integral dos salários’.
O Estado se comprometeu em assumir o compromisso de fazer o pagamento integral da folha no último dia do mês, a partir de dezembro de 2017, somente se houver crescimento econômico nos próximos meses; conseguir a venda do excedente do controle acionário do Banrisul e a adesão do Rio Grande do Sul ao Regime de Recuperação Fiscal dos Estados, com o governo federal.
Der acordo com diretora do 17º Núcleo do Cpers Sindicato, Delcimar Delabary Vieira, na avaliação da assembleia, sobre as propostas apresentadas pelo governo, apenas o compromisso em retirar a Proposta de Emenda Constitucional nº 257/2016, que propunha revogar o artigo 35 da Constituição Estadual, acabando com a obrigatoriedade de pagar em dia os salários e o 13º dos servidores, favorece a categoria. Delcimar afirma que o governo do Estado quer que os professores avalizem a vendas dos bens públicos e a categoria é contra.
Segundo a diretora, serão realizadas assembleias diretamente nos núcleos, para a elaboração de novas propostas, que serão apresentadas ao governo. Delcimar informa que nos municípios de Caçapava do Sul, Lavras do Sul, Pinheiro Machado, Bagé, Dom Pedrito, Candiota, Hulha Negra e Aceguá, abrangidos pelo 17º Núcleo do Cpers, a paralisação é parcial e atinge cerca de 30% da categoria. A 13ª Coordenadoria Regional da Educação (13ª CRE) não divulgou balanço oficial sobre a paralisação.
A principal reivindicação é o pagamento dos salários do funcionalismo em dia. Desde fevereiro de 2016, os servidores vinham recebendo de forma fatiada e consecutiva. Em outubro deste ano, o governo passou a escalonar os pagamentos, garantindo primeiro os vencimentos daqueles que recebem até R$ 2 mil.

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