ANO: 25 | Nº: 6354
09/11/2017 Cidade

Pesquisa da CNT aponta problemas nas rodovias da região

Foto: Tiago Rolim de Moura

Falta de acostamento fez com que RST-473 fosse considerada péssima
Falta de acostamento fez com que RST-473 fosse considerada péssima

As estradas que cortam os municípios da região apresentam problemas no pavimento, na sinalização e na geometria. É o que aponta a 21ª edição da Pesquisa CNT Rodovias. O estudo avaliou 105.814 quilômetros de malha viária brasileira, acrescentando 2.555 quilômetros em relação a 2016. Em Bagé, o trecho mais crítico apontado pelo estudo compreende cinco quilômetros da RST-473.
O trecho vai de São Martim até o trevo da BR-293. Na avaliação da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), o estado geral da rodovia é ruim. O pavimento apresenta condição regular, mas a sinalização foi classificada como ruim e a geometria da pista qualificada como péssima, devido aos desníveis da via.
Na avaliação da CNT, o pavimento e a sinalização da BR-153, que liga Bagé a Caçapava do Sul, apresentam condições ruins. A geometria foi classificada como péssima. Em estado geral, a BR-293 foi considerada regular. O pavimento foi classificado como regular. A sinalização foi considerada boa e a geometria ruim.


Critérios
A Pesquisa CNT de Rodovias avalia aspectos predeterminados. No quesito pavimento, por exemplo, são consideradas as condições da superfície da pista principal e do acostamento. No âmbito da sinalização, são observadas a presença, a visibilidade e a legibilidade de placas ao longo das rodovias, além da situação das faixas centrais e laterais. Na geometria da via são avaliadas o tipo de rodovia (pista simples ou dupla) e a presença de faixa adicional de subida (terceira faixa), de pontes, de viadutos, de curvas perigosas e de acostamento.
A análise foi realizada em 30 dias, por 24 equipes de pesquisadores, com cinco equipes de checagem. Além da avaliação do estado geral, do pavimento, da sinalização e da geometria da via, a pesquisa traz informações sobre infraestruturas de apoio, como postos policiais, postos de abastecimento, borracharias, concessionárias e oficinas de caminhões ou ônibus, restaurantes e lanchonetes.


Preocupações distintas
De acordo com o vigia Sidnei Barbosa, 69 anos, que vive às margens da RST-473, a via não tem muito trânsito, mas as curvas acentuadas e a falta de sinalização preocupam.
Os moradores vivem a expectativa de que a via seja municipalizada, pois hoje pertence ao Estado. Para a empresária Sandranar Zago Sória, 52 anos, a falta de acostamento causa alguns transtornos. No geral, ela avalia a rodovia como tranquila.
A comerciária Caroline Stoll, 23 anos, comenta que a maior causa de acidentes no local são os animais soltos na pista. “Cavalos e cachorros já causaram acidentes graves e agora não tem quem recolha”, salienta.


Cenário gaúcho
No Rio Grande do Sul, a pesquisa revela que 62,2% (5.489 quilômetros) da extensão avaliada apresenta algum tipo de deficiência no estado geral (classificação regular, ruim ou péssimo); 37,8% (3.329 quilômetros) tiveram classificação ótima ou boa. O estado geral inclui a avaliação conjunta do pavimento, da sinalização e da geometria da via. O estudo abrangeu 8.818 quilômetros no Estado.


Faltam investimentos

Na avaliação da CNT, apenas para as ações emergenciais de reconstrução e restauração das vias, com a implementação de sinalização adequada, estima-se que são necessários R$ 4 bilhões, em curto prazo. Já para a manutenção dos trechos classificados como desgastados, o custo estimado é de R$ 1,34 bilhão. Os investimentos podem fazer a diferença no bolso dos consumidores, tendo em vista que o acréscimo do custo operacional devido às condições do pavimento chega a 27,1% no transporte rodoviário.

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