ANO: 25 | Nº: 6209
09/11/2017 Cidade

Professores mantêm indicativo de greve na região

Foto: Antônio Rocha

Categoria leva indicativo de manutenção da greve a Porto Alegre
Categoria leva indicativo de manutenção da greve a Porto Alegre

Na tarde de ontem, professores integrantes do 17º Núcleo do Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul (Cpers) decidiram pela manutenção da greve, enquanto a unidade geral do Estado assim permanecer. A assembleia da categoria, além da avaliação da mobilização, também debateu a contraproposta apresentada pelo governo de José Ivo Sartori, a fim de encerrar a paralisação, que já dura dois meses.
A diretora do 17º Núcleo do Cpers, Delcimar Delabary Vieira, leu a proposta encaminhada pelo Executivo estadual para os presentes. O documento destaca a importância de cumprimento do calendário escolar. Sobre a proposta do Cpers, de recuperar as aulas em março de 2018, após férias de 45 dias a partir de janeiro, o governo se posicionou contrário, alegando que os 45 dias de férias aos quais os professores têm direito não precisam ser necessariamente entre janeiro e fevereiro. Outro ponto destacado no texto do governo estadual é que não haverá punição para grevistas. E, por último, afirma que está em busca de alternativas para acabar com o parcelamento dos salários até o final de dezembro. A representação sindical acredita que no documento não houve nenhuma garantia ou avanço real nas negociações com o Estado que motivem o encerramento da greve.
Delcimar destaca que, atualmente, pouco mais de 30 professores do 17º Núcleo ainda estão paralisados. Segundo ela, a baixa adesão é motivada pela pressão do governo. “Mas quem está em greve, não está lutando apenas por si, e sim pelo todo, por toda a categoria, e vai permanecer paralisado enquanto o governo não apresentar uma proposta melhor”, disse.
O destino da greve deve ser definido amanhã, em assembleia geral, que ocorre em Porto Alegre, no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, a partir das 12h30min. No encontro, cada núcleo irá levar seu indicativo de mobilização da greve e será determinada, de forma conjunta, se a paralisação será encerrada ou continua.
Em Bagé, os professores que não participam da assembleia geral na capital se unem às mobilizações do Dia Nacional de Paralisação, que também acontece amanhã, a partir das 9h30min, na Praça de Esportes. O ato é um protesto contra a Reforma Trabalhista, Lei da Terceirização e Reforma da Previdência e deve reunir representantes de diversos sindicatos locais.

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