ANO: 23 | Nº: 5793
14/11/2017 Cidade

Complexo carboquímico será debatido em evento internacional

Foto: Arquivo JM

Debate pode beneficiar município de Candiota
Debate pode beneficiar município de Candiota

Promover o carvão gaúcho e atrair investimentos para o Polo Carboquímico no Rio Grande do Sul é a finalidade do evento internacional Alternativas Sustentáveis do Uso do Carvão: Oportunidades do Complexo Carboquímico no Brasil - Marco regulatório para atração de investimentos. O encontro ocorre nos próximos dias 29 e 30, na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), em Porto Alegre. Integra uma série de iniciativas do setor público para atrair investidores e ampliar os relacionamentos com fundos de investimentos internacionais e agentes do setor.
O encontro vai abordar a política estadual e as ações desenvolvidas no Rio Grande do Sul para a implantação do Polo Carboquímico, seguido de painéis de discussão que se concentrarão nos aspectos da carboquímica e oportunidades para atrair investidores para o projeto, que pode beneficiar o município de Candiota.
O evento internacional é organizado pela Fiergs e conta com o apoio das secretarias de Minas e Energia e de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, do Sindicato Nacional da Indústria de Extração de Carvão (Sniec), Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM) e Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás).
Para o secretário de Minas e Energia, Artur Lemos Júnior, o projeto é estratégico para recuperar a economia gaúcha. “O retorno de ICMS na produção de gás natural de síntese (GNS), amônia e ureia - que importamos 100% do que utilizamos -, será significativo para os cofres públicos. Sem falar no impacto socioeconômico, com a geração de milhares de empregos diretos e indiretos”.
Para potencializar ainda mais a indústria do carvão no Rio Grande do Sul, o governo do Estado tem buscado novas alternativas para impulsionar a cadeia, cumprindo seu papel de articular órgãos públicos, entidades e investidores privados. “Estamos trabalhando para garantir novas possibilidades de utilização das reservas de carvão gaúchas, que representam um potencial com novas tecnologias disponíveis para o seu desenvolvimento”, avalia o secretário do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Márcio Biolchi. “O governo tem mantido contato com possíveis investidores e vem trabalhando para tornar o Estado ainda mais competitivo neste setor”, afirma.
O presidente da Fiergs, Gilberto Porcello Petry, destaca que o Rio Grande do Sul detém 90% das reservas nacionais de carvão mineral, o que abre muitas oportunidades para a indústria do segmento, viabilizando projetos de investimento unindo empresas locais, nacionais e estrangeiras. Para Petry, o desafio atual é o de encontrar os meios de unir políticas públicas com a iniciativa privada. “Os empreendimentos que irão compor o Complexo Industrial Carboquímico trarão benefícios diversos para regiões pouco industrializadas do Rio Grande do Sul, a partir do aproveitamento das jazidas de carvão localizadas na região do Baixo Jacuí e Fronteira”, diz.
Desta forma, completa o presidente da Fiergs, o Rio Grande do Sul estará inserido no setor carbonífero mundial, com a produção interna de gás, amônia, ureia, metano, nafta e até mesmo de gasolina. Ainda, por meio do carvão mineral, há a possibilidade de geração de energia também de forma limpa, eficiente e rentável.

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