ANO: 26 | Nº: 6527
15/11/2017 Esportes

Ciclistas completam audax de mil quilômetros

Foto: Tiago Rolim de Moura

O dentista Volnei José Martins, de 53 anos, morador de Santa Cruz do Sul, encerrou, na manhã de terça-feira, o percurso de mil quilômetros na prova de Audax, entre Brasil e Uruguai - que começou no sábado. Martins foi o quarto a retornar ao Ginásio Presidente Médici (Militão), em Bagé, ponto de partida.
Há cinco anos, quando começou a pedalar, Martins utilizava uma bengala para se locomover. Ele conta que trabalhava como dentista e acabou desenvolvendo problemas na coluna em função da postura corporal que passava a maior parte do tempo. “Não conseguia mais dirigir ou trabalhar”, recorda.
Foi quando um amigo o procurou e falou que o ciclismo poderia resolver seu problema. O mesmo amigo entregou uma revista, um livro e uma bicicleta para Martins. Ele comenta que em três meses, depois de ler o material e buscar informações, decidiu fazer seu primeiro passeio.
“Eu fiz 20 quilômetros, 50, 100, até fazer meu primeiro Audax de 200”, relembra. Mesmo assim, Martins ressalta que é importante receber alguma orientação na hora de iniciar exercícios, em casos como o dele.
Hoje, seus passeios são mais longos. O dentista saiu de casa no sábado e volta domingo. “Já fui ao Paraná duas vezes”, conta. O atleta já andou por toda sua região e, aos poucos, vai desenhando o mapa do Rio Grande do Sul de bicicleta. Este ano, após o final da prova, Martins já percorreu 9,1 mil quilômetros.
Ele veio para Bagé com outro amigo, também inscrito no Audax, e um paulista e seu preparador físico, que conheceu pela internet. A interação entre os ciclistas também é algo destacado por Martins. O ciclista diz que acontecem, também, reencontros entre participantes de brevets anteriores. “Além de saúde, te proporciona conhecer lugares e pessoas. Ainda se tu andares de bicicleta pela tua cidade, tu vai ver coisas que não viu antes”, salienta.
O organizador Heron Regert conta que o vento forte na ida e na volta dificultou bastante o trajeto dos ciclistas. Além disso, os atletas passaram por temperaturas extremas: o calor, durante o dia, e o frio, durante a noite. As altas temperaturas também geraram um consumo grande de água, cerca de 1,5 mil litros, aproximadamente.
Regert explica que a média é de 250 quilômetros percorridos por dia. Entretanto, cada um dos ciclistas cria sua própria estratégia. Durante as 75 horas, ele destaca que a prioridade é comer e repor as energias, e o tempo para dormir é reduzido.

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