ANO: 25 | Nº: 6262
20/11/2017 Fogo cruzado

Acordo deve viabilizar nova linha de transmissão de energia em Candiota

Foto: Karine Viana/Palácio Piratini

Documento foi assinado pela Shanghai Electric, Clai Fund, Eletrobras e Eletrosul em Porto Alegre
Documento foi assinado pela Shanghai Electric, Clai Fund, Eletrobras e Eletrosul em Porto Alegre

Um acordo firmado pela Eletrobras, Eletrosul, a empresa chinesa Shanghai Electric e o Clai Fund (Fundo Chinês para Investimento na América Latina), na sexta-feira, 17, em Porto Alegre, deve viabilizar o investimento de R$ 3,9 bilhões em projetos de expansão do fornecimento de energia elétrica no Rio Grande do Sul. O recurso será usado para construir 1,9 mil quilômetros de linhas de transmissão e oito novas subestações, além de ampliar 13 subestações que já existem. A lista de projetos inclui uma linha da transmissão entre Candiota e Guaíba, na região metropolitana de Porto Alegre.
A previsão é de que as obras comecem em março de 2018 e sejam concluídas em até 48 meses. Durante a execução, a expectativa é gerar 11 mil empregos diretos. O governo do Estado informou que o novo sistema de transmissão vai melhorar o fornecimento de energia para a região metropolitana e criar um novo ponto de atendimento na região Norte. "O benefício prático para o cidadão é que, quando tudo isso for concluído, muito provavelmente ele não terá mais problemas de fornecimento de energia nas épocas de pico, como o verão", explicou o secretário de Minas e Energia, Artur Lemos.
O governador do Estado, José Ivo Sartori, do PMDB, destacou o esforço para manter o investimento garantido pela Eletrosul, em um leilão de 2014. O processo, que corria risco de ser suspendo, foi viabilizado, na prática, por conta da articulação política. "Fizemos a nossa parte, dentro do que nos cabia, sem interferir na negociação entre as empresas. Nosso objetivo foi ajudar a construir a solução. Nossa mobilização foi intensa. Trabalhamos para dar celeridade aos processos de licenciamento ambiental. O tema era urgente e não medimos esforços. Afinal, o atraso das obras poderia dificultar a participação de projetos gaúchos em futuros leilões de energia", destacou.
De acordo com o presidente da Eletrosul, Gilberto Odilon Eggers, as contrapartidas ainda estão sendo definidas, mas não envolvem dinheiro dos cofres gaúchos. "Estamos discutindo a estrutura de capital e o aporte de cada empresa. O restante virá de financiamentos que serão buscados na China e provavelmente no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)", afirmou.

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