ANO: 25 | Nº: 6383
20/11/2017 Cidade

Mobilização pela proteção ao Rio Camaquã completa um ano

Foto: Antônio Rocha

Evento marcou primeiro ano de luta em defesa do bioma Pampa
Evento marcou primeiro ano de luta em defesa do bioma Pampa

Durante a tarde de sábado, a instalação de empresas de extração de chumbo no Rio Camaquã voltou a ser debatida no ginásio da Escola Municipal de Ensino Fundamental São Pedro. O grupo União pela Preservação do Rio Camaquã celebrou o ano de lutas através de seminário e passeio no Rincão do Inferno.
Um dos integrantes, Régis Collares, relembrou que o projeto de instalação das empresas Votoratim e Iamgold Brasil para extração de cobre, chumbo e zinco foi descoberto em julho de 2016. Após articulação dos moradores do entorno do rio, as ações de defesa iniciaram em 26 de novembro do mesmo ano, com uma reunião às margens do Camaquã, cerca de dois quilômetros distante de onde há intenção de instalação das empresas, com a presença de mais de 400 pessoas.
Para marcar esse primeiro ano de mobilização, o grupo organizou as atividades de sábado, que contou com a presença de importantes ativistas contra a mineração no local: o pesquisador da Embrapa Pecuária Sul, Marcos Borba; o professor coordenador do Instituto de Biologia da Universidade Federal de Pelotas (UfPel), doutor Althen Teixeira; o doutor em Ecologia e ex-professor da Universidade Federal de Rio Grande (Furg), Antônio Libório Philomena. Eles esclareceram como funciona o processo de extração dos minerais destacando os efeitos nocivos do processo ao meio ambiente e à saúde humana. Já a advogada Ingrid Birnfeld aborodu as questões jurídicas e do histórico do movimento. O diretor do Instituto de Justiça Fiscal, João Carlos Loebens, falou sobre a questão tributária da mineração e o que fica para os municípios.
Na manhã de ontem, em uma visita guiada ao Rincão do Inferno, os participantes do seminário puderam conhecer a região que será afetada, caso a empresa de mineração se instale. "Vamos aproveitar essa visita para conversar um pouco sobre a importância de maior investimento no turismo rural", destaca Régis.

O projeto
A empresa paulista Votorantim Metais Holding e a canadense-norueguesa Iamgold estão buscando a licença ambiental junto à Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luís Roessler (Fepam), há quase dois anos, para a mineração no distrito de Minas do Camaquã, em Caçapava do Sul. O processo de licenciamento iniciou com a apresentação dos estudos nos municípios de Caçapava do Sul, Santana da Boa Vista, Bagé e Pinheiro Machado. A estimativa das empresas é que o depósito tenha 29 milhões de toneladas de reserva mineral. O projeto está tramitando na Fepam e aguarda apresentação de novas informações.

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