ANO: 24 | Nº: 6185

José Artur Maruri

josearturmaruri@hotmail.com
Colaborador da União Espírita Bajeense bagespirita.blogspot.com.br
25/11/2017 José Artur Maruri (Opinião)

Recebeste a luz?

"E disse para eles: recebestes, porventura, o Espírito Santo quando crestes?” (Atos 19:2)
É inegável que as muitas escolas cristãs tÊm inúmeros e diferentes aprendizes.
Alguns, como católicos, recolhem o sacramento do batismo e ganham um selo para identificação pessoal na estatística da Igreja a que pertencem.
Outros, como os reformistas das letras evangélicas, entram no mesmo cerimonial e conquistam um número no cadastro religioso do templo a que se filiam.
Os espiritistas não são diferentes, pois se incorporam a essa ou aquela entidade consagrada à Doutrina Consoladora e participam verbalmente do trabalho renovador.
No entanto, a indagação apostólica vale para todos: “Recebeste o Espírito Santo quando creste?”.
Jesus Cristo não disse de modo diverso e alertou, senão vejamos:
“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus, mas sim o que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus, esse entrará no Reino dos Céus. Muitos me dirão, naquele dia: Senhor, Senhor, não é assim que profetizamos em teu nome, e em teu nome expelimos os demônios, e em teu nome obramos muitos prodígios? E eu então lhes direi, em voz bem inteligível: Pois eu nunca vos conheci; apartai-vos de mim, os que obrais a iniquidade”. (Mateus, VII: 21-23)
Allan Kardec reflete na mesma linha: “Todos os que confessam a missão de Jesus, dizem: Senhor, Senhor! Mas de que vale chamá-lo Mestre ou Senhor, quando não se seguem os seus preceitos?”
A interrogação de Paulo, aposta logo no início, ainda continua cheia de atualidade.
Emmanuel auxilia-nos na reflexão: “Que espécie de espírito recebemos no ato de crer na orientação de Jesus? O da fascinação? O da indolência? O da pesquisa inútil? O da reprovação sistemática às experiências dos outros?”
Se não tivermos recebido, de forma efetiva, a luz, se não abrigarmos o espírito de santificação que nos melhore e nos renove para o Cristo, a nossa fé representa frágil candeia, suscetível de apagar-se ao primeiro golpe de vento.
Ainda na lição kardequiana, “não espereis dobrar a justiça do Senhor pela multiplicidade de vossas palavras e de vossas genuflexões. A única via que está aberta, para alcançardes a graça em sua presença, é a da prática sincera da lei do amor e da caridade”.
Que possamos receber o Meigo Nazareno em nossos corações para que pulse na mesma medida do amor que podemos redistribuir.
“Tua vida pode converter-se num manancial de bênçãos para os outros e para tua alma, se te aplicares, em verdade, ao Mestre do Amor. Lembra-te de que não és tu quem espera pela Divina Luz. É a Divina Luz, força do Céu ao teu lado, que permanece esperando por ti”. Espírito Emmanuel.
(Referência: O evangelho por Emmanuel: comentários aos Atos dos Apóstolos/coordenação de Saulo Cesar Ribeiro. Brasília: FEB, 2017. p.74-75. Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 18. Item 9)

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