ANO: 25 | Nº: 6358
30/11/2017 Cidade

Ministério da Saúde libera acelerador linear para radioterapia de Bagé

Foto: Rodrigo Nunes/MS

Acelerador linear trabalha com fótons e elétrons que permitem tratar doenças profundas
Acelerador linear trabalha com fótons e elétrons que permitem tratar doenças profundas

Bagé será beneficiada com um dos cinco aceleradores lineares, pertencentes ao Plano de Expansão da Radioterapia do governo federal. A liberação do equipamento foi confirmada pelo Ministério da Saúde. A pasta anunciou, ainda, que as obras de três hospitais gaúchos também beneficiados (Santa Casa de Misericórdia de Pelotas, Hospital Universitário de Santa Maria e Hospital da Universidade Federal de Pelotas) já iniciaram. Os hospitais de Porto Alegre e Bagé devem iniciar os empreendimentos em 2018.
Ao todo, serão investidos cerca de R$ 30 milhões na compra dos equipamentos e construção das estruturas. Com os aparelhos, será ampliado o atendimento de radioterapia no Rio Grande do Sul, o que irá permitir um melhor tratamento oncológico aos pacientes.
De acordo com nota do Ministério da Saúde, os projetos para o Estado serão executados dentro das atividades previstas de um planejamento específico, visto que os aceleradores lineares são equipamentos de altíssima complexidade tecnológica e não podem ser instalados sem os devidos cuidados com a proteção radiológica. As instalações exigem espaço físico com características peculiares e distintas das construções tradicionais de estabelecimentos e unidades de saúde, uma vez que envolve, por exemplo, sistemas de climatização, refrigeração da água, sistema elétrico diferenciado e maior espessura das paredes.
De acordo com o provedor da Santa Casa de Caridade de Bagé, Airton Lacerda, a construção do espaço depende de liberação das verbas pelo Ministério da Saúde. Ele salienta que a instituição é a responsável pelo serviço e pela construção do prédio e não descarta a terceirização, como foi realizado com a oncologia.


Estrutura
Em Bagé, a estrutura deve ser construída ao lado do prédio atual da oncologia. A área exigida pelo Ministério da Saúde é de 1.170 metros quadrados, o que fez com que alguns municípios precisassem desistir do programa de expansão de radioterapia. Estão previstos 80 aparelhos em todo o País.
Desde a inauguração da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), em dezembro de 2010, o município aguarda a disponibilização do novo serviço. A articulação iniciou em 2012, quando Bagé assinou o termo de adesão para o Plano de Expansão da Radioterapia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Após, várias tratativas foram feitas para o início da obra.
O novo espaço deve abrigar o acelerador linear com dupla energia. Toda a documentação necessária foi enviada em 2012. O Ministério havia anunciado o início da obra para abril deste ano, mas, devido à crise política e financeira, o prazo foi postergado. Em junho foi realizada uma nova estimativa para novembro, mas também não se confirmou.


Equipamento
O acelerador linear trabalha com fótons e elétrons que permitem tratar doenças profundas (em órgãos como pulmão e esôfago) e também superficiais, na pele e tecidos subcutâneos e deve atender uma média de 40 a 50 pacientes por mês, entre SUS e convênios. O serviço de oncologia atende cerca de 600 pacientes por mês.


Plano de expansão
Desde que assumiu a gestão do Ministério da Saúde, o ministro Ricardo Barros já entregou cinco aceleradores lineares pelo Plano de Expansão da Radioterapia, nas cidades de Campina Grande, na Paraíba, Maceió, em Alagoas, Feira de Santana, na Bahia, Brasília, no Distrito Federal, e Curitiba, no Paraná.
Para este ano, estão programadas as entregas de outros equipamentos de radioterapia. Ao todo, cerca de R$ 500 milhões foram investidos para a aquisição de 80 aceleradores lineares, além da realização de projetos e obras. Outros 20 ainda devem ser adquiridos, totalizando 100 aparelhos distribuídos em todas as regiões do Brasil. Os novos equipamentos, que serão adquiridos, viabilizarão uma economia de aproximadamente R$ 25 milhões em relação ao que eram realizados por meio de convênios.


Assistência

Em 2010, foram realizados 8,3 milhões procedimentos de radioterapia no Brasil. Em 2016, foram 10,45 milhões, um aumento de 25,9%. A ampliação também é resultado do investimento realizado pelo Ministério da Saúde na compra de aceleradores lineares, por meio de convênios. Consequentemente, a pasta ampliou, em seis anos, 46% os recursos para tratamentos oncológicos (cirurgias, radioterapias e quimioterapias), passando de R$ 2,27 bilhões, em 2010, para R$ 3,33 bilhões, em 2016. Em 2017, até o momento, foram investidos R$ 672,8 milhões. Somados a esses valores, há ainda os recursos relacionados às ações de média complexidade, como consulta com especialista e realização de exames, além dos medicamentos oncológicos.

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