ANO: 26 | Nº: 6529
30/11/2017 Cidade

O sonho da cerveja própria

Foto: Yuri Salim/Especial JM

Cervejaria Mão Preta é a primeira licenciada no município
Cervejaria Mão Preta é a primeira licenciada no município

A produção de cervejas artesanais vem aumentando cada vez mais em Bagé. Alguns cervejeiros começaram a fazer a bebida na garagem de casa e hoje já têm sua própria indústria, fabricando 1,5 mil litros por mês.
Um exemplo é o empresário Tiago Trojan, que trabalha com cerveja artesanal há três anos. Ele é proprietário da cervejaria Mão Preta, a primeira licenciada do município. “Tudo começou em casa, com o meu pai, de brincadeira. Hoje participamos de diversos eventos, onde divulgamos a nossa marca e, principalmente, o conceito da cerveja artesanal”, relata.
Trojan conta que, atualmente, a cervejaria Mão Preta trabalha com quatro estilos de cervejas (Apa, Blond, Red Ipa e Stout). Na avaliação do cervejeiro, o cenário do setor em Bagé está crescendo, surgindo investidores. Porém, para ele, ainda existe muita coisa para ser conquistada.
O cervejeiro Alexander Ferreira Oliveira entrou no ramo no ano passado, com Doble Chapa, que produz os tipos Pilsen, Weiss, Red Ipa e Stout. “Eu e minha equipe sempre fomos amantes de cerveja artesanal, então resolvemos fazer disso um negócio, já que o público apreciador do produto vem crescendo na região”, afirma.
Para Oliveira, o cenário da bebida em Bagé é muito promissor, pois existem cervejeiros de qualidade e unidos em prol da cultura da cerveja artesanal. Sobre o custo, ele comenta que o gasto maior é da embalagem, ou seja, da garrafa. “Além disso, os insumos para a produção da cerveja são mais caros para nós, bajeenses, devido à distância”, frisa.


Acerf

A Associação dos Cervejeiros Artesanais da Fronteira (Acerf) surgiu no início deste ano e conta com sete integrantes. O presidente e proprietário do BH1320 Pub, Rafael Rodrigues Vieira, conta que foi um dos pioneiros a trabalhar com o produto em Bagé, chegando a ter 290 rótulos.
Vieira explica que a associação, em parceria com a Prefeitura de Bagé, está com um projeto de construção de uma cozinha industrial, onde todo cervejeiro possa utilizar para produzir sua bebida com registro. “Foi realizado, em julho, o 1º Festival de Cerveja Artesanal do município e fiquei surpreendido com a aceitação do público, que esteve junto, participando do evento”, ressalta.
O presidente da Acerf diz que está muito feliz com o crescimento da cerveja artesanal em Bagé. Segundo ele, sobre a agenda de eventos da associação, já está sendo discutida junto com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, para que entre para o calendário anual do município, pelo menos dois eventos. “Além disso, a ideia é promover atividades menores para contribuir com outras instituições”, conta.

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