ANO: 23 | Nº: 5813

José Artur Maruri

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Colaborador da União Espírita Bajeense bagespirita.blogspot.com.br
02/12/2017 José Artur Maruri (Opinião)

Aborto e eutanásia

Na última terça-feira, 28 de novembro, estivemos no 13º Fórum de Bioética que trouxe o tema “Aborto e Eutanásia: aceitação, escolhas e paradigmas”, o qual foi organizado magistralmente pelos cursos de Nutrição e Farmácia da Universidade da Região da Campanha (Urcamp).
Na oportunidade, o Espiritismo foi chamado a compor uma mesa redonda com diferentes religiões, onde pode expor os seus conceitos acerca das matérias tratadas.
No entanto, isso só foi possível porque conforme consta na obra “O Que é o Espiritismo”, de autoria de Allan Kardec, “o Espiritismo é ao mesmo tempo uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática, ele consiste nas relações que se podem estabelecer com os Espíritos; como filosofia, ele compreende todas as consequências morais que decorrem dessas relações”.
Podemos ir mais longe ainda. O próprio Kardec, na Revista Espírita, inferiu acerca do Espiritismo atrelado á palavra religião. Como isso? Tal palavra deriva do latim “re-ligare”, que significa ligar com, ou seja, não se descarta do Espiritismo seu aspecto religioso porque ele religa o homem com Deus, um dos princípios da Doutrina Espírita.
Também, para que ficasse claro, foram expostos os princípios dessa Doutrina. Tais princípios podem ser enumerados como sendo: Deus, a imortalidade da alma, a comunicabilidade com os Espíritos, a pluralidade dos mundos habitados e a pluralidade das existências.
Com relação à questão do aborto, proposta pelo fórum, vejamos o que os Espíritos respondem a Allan Kardec na obra “O Livro dos Espíritos”, que recentemente completou 160 anos de sua publicação:
“358 – O abortamento voluntário é um crime, qualquer que seja a época da concepção? Existe sempre crime quando transgredir a lei de Deus. A mãe, ou qualquer pessoa, cometerá sempre crime tirando a vida da criança antes de nascer, porque está impedindo, a alma de suportar as provas das quais o corpo deveria ser o instrumento.
359 – No caso em que a vida da mãe estivesse em perigo com o nascimento da criança, há crime em sacrificar a criança para salvar a mãe? É preferível sacrificar o ser que não existe ao ser que existe”.
Com relação à eutanásia, os Espíritos responderam a Allan Kardec com outra indagação:
“953- Quando uma pessoa vê diante de si um fim inevitável e horrível, será culpada se abreviar de alguns instantes os seus sofrimentos, apressando voluntariamente sua morte?
É sempre culpado aquele que não aguarda o termo que Deus lhe marcou para a existência. E quem poderá estar certo de que, malgrado às aparências, esse termo tenha chegado; de que um socorro inesperado não venha no último momento?”
Não podemos deixar de lado, também, que apesar de sermos dotados de livre-arbítrio, qualquer ação terá consequências, nos termos da justiça divina.
Quanto a isso, vale a pena conferirmos o que consta do Código Penal da Vida Futura, insculpido na obra “O Céu e o Inferno”, de autoria de Allan Kardec:
“8º) A justiça de Deus sendo infinita, todo o mal e todo o bem são rigorosamente levados em conta. Se não há uma única ação má, um só mau pensamento que não tenha consequências fatais, também não há uma única ação boa, um só bom movimento da alma, numa palavra, o mais ligeiro mérito que fique perdido. E isso, mesmo entre os mais perversos, porque representam um começo de progresso”.
(Referências: O Livros dos Espíritos; O Que é o Espiritismo; O Céu e o Inferno ou a Justiça Divina Segundo o Espiritismo, todos de autoria de Allan Kardec)

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