ANO: 26 | Nº: 6556
04/12/2017 Editorial

É dezembro

Não é a folhinha que informa que o dezembro chegou. Os principais sinais de que o ano termina se apresentam por vias distantes das racionais ações do cotidiano. Acordar, preparar-se para o trabalho, executar as agendas do dia e, ainda, resolver questões familiares entre uma coisa e outra ganham um aspecto inusitado nesta fase do ano. O cidadão formatado nestes procedimentos tão exatos, tão mensurados e previstos, passa a sentir o coração bater mais forte.

Não é a folhinha que informa que o dezembro chegou. Todos são surpreendidos pela melodia, pelas cores e símbolos de um novo e especial período de uma maneira involuntária. Liga-se a TV e lá estão os comerciais com suas trilhas sonoras que remetem ao Natal; um passeio pela calçada tão locupletada de imagens corriqueiras do ano inteiro começa a ser uma experiência criativa e exuberante pela presença de cores e personagens tão característica do final do ano.

Não é a folhinha que informa que o dezembro chegou. São ações como escolher a programação do fim de semana com os filhos que leva você, caro leitor, cara leitora, a espetáculos tradicionais como o festival do Imba. Ou novos como a primeira audição de piano do Studio Cheisa Goulart que, com o apoio de parceiros como a Universidade da Região da Campanha (Urcamp), promoveu a apresentação de dezenas de alunos de diversas idades na tarde do último domingo. Nesse caso, um especial registro para o projeto social desenvolvido com alunos de baixa renda que têm garantido seu sonho de tamborilar nas teclas do piano um novo horizonte.

Não é a folhinha que informa que o dezembro chegou. É a música. É ela que reúne o ser humano em sua total diversidade. É a beleza artística reunida em torno da música que compõe essa linguagem que todos entendem e ninguém consegue explicar.

Quando dezembro chega, a hora não é de entender, mas de sentir e deixar que a música amplie a percepção sobre o tempo. O passado do ano que fica se apequena quando os grandes concertos de Natal mostram o quanto se pode fazer juntos, num mesmo ideal. E aí estamos prontos para encarar o futuro do ano que se aproxima com muito mais crença, com muito mais energia, com muito mais amor. 

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