ANO: 25 | Nº: 6358
05/12/2017 Cidade

Merendeira transferida não retorna para Escola São Pedro em 2017

Foto: Antônio Rocha

Comunidade realizou mobilização pela permanência da servidora, na sexta-feira
Comunidade realizou mobilização pela permanência da servidora, na sexta-feira

Mesmo com a mobilização organizada por pais e alunos da Escola São Pedro, na sexta-feira, a merendeira Elis Regina de Bem foi transferida para a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Creusa Brito Giorgis, no bairro Ivo Ferronato. A confirmação foi feita, ontem, pela secretária municipal de Educação e Formação Profissional, Adriana Lara.

A titular da pasta afirma que a transferência da merendeira é um procedimento padrão. Ela explica que quando o servidor realiza concurso é para a rede municipal e não para uma escola específica. “Não posso deixar uma escola com seis merendeiras e outra com apenas uma. Não podemos nos mover por pressão”, afirma.
A secretária salienta que respeita as manifestações, mas sustenta que é necessário realizar a gestão. “Conversamos com a Elis e garantimos que quando se regularizar a situação da Escola Creusa Brito ela retorna para o São Pedro”, garante.
Elis destaca que a secretária solicitou que realizasse a cobertura da escola, visto que as outras servidoras que trabalham na instituição estão com atestado médico. “Não gostaria de sair do São Pedro, mas ela garantiu meu retorno”, conta.
A servidora atuava na Escola São Pedro há 10 anos e o anúncio da transferência não foi bem recebido por pais e alunos, que queriam garantir a permanência de Elis Regina na instituição. Cerca de 60 pessoas tentaram uma audiência com o prefeito Divaldo Lara, mas foram atendidas pelo assessor do gabinete, Alexandre Camargo.
Na ocasião, as mães de alunos, Marilene Valério Ferreira, Valdirene Rodrigues, Andréia Borges de Freitas e Elisângela Moraes Marques, ressaltaram que a merendeira é considerada ‘uma mãe’ para as crianças da escola. Já Elis Regina falou que estaria sofrendo retaliações porque teve um desentendimento com a supervisora, e foi comunicada, verbalmente, que iria para a outra escola.

 


Afastamento

Na manhã de ontem a diretora da escola, Lisiane Martins, também foi afastada do cargo. Conforme o presidente do Sindicato dos Professores e Funcionários de Estabelecimentos Municipal de Educação (Sinprofem), Eduardo Fredes Nogueira, a medida representa uma retaliação. Para Nogueira, a secretaria está agindo de forma ditatorial e não se interessa se é lei ou se a comunidade gosta ou não das medidas. “Estou preocupado com o rumo que a educação está tomando no município”, critica.
A secretária Adriana informa que o afastamento da diretora foi uma medida administrativa e interna e diz que não gostaria de expor a diretora. Para seu lugar foi nomeado o professor João Massondo Pereira, que fica no cargo até a próxima eleição, marcada para o dia 20 de abril. “A diretora havia sido nomeada e agora foi afastada. Ela não passou por eleição”, explica Adriana.

 

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